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António Miguel Cardoso sai orgulhoso: «No futebol, ninguém conseguiu os resultados que conseguimos»

António Miguel Cardoso critica gestão do futebol português
• Foto: Luís Vieira/Movephoto

No dia em que comunicou a saída da presidência do Vitória, António Miguel Cardoso fez um breve balanço ao trabalho desenvolvido nos últimos quatro anos e meio e, de um modo geral, mostrou-se satisfeito e orgulhoso. Na ótica do ainda presidente dos minhotos, os resultados foram positivos e, de certa forma, inéditos.

"No futebol, ninguém conseguiu os resultados que nós conseguimos. A saída tem a ver com os objetivos para esta época. A decisão de sair é pessoal, por motivos pessoais. Alguns sócios podem estar desiludidos, compreendo. Adiantei-me para não criar barulho. Ainda há muito para conquistar do ponto de vista desportivo e financeiro", apontou António Miguel Cardoso, em conferência de imprensa, explicando o porquê desta decisão ter surgido nesta fase.

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"Surgiu nesta altura porque no início da época disse que apresentava a demissão se não ficássemos em 5º. O timing é este, é o que faz mais sentido até para a próxima época, para as eleições, para proteger os interesses do cube. Sou vitoriano desde que nasci, continuarei a apoiar na bancada", detalhou, deixando claro que não vai avançar para eleições.

"Se venho aqui dizer que não me recandidato, é ponto assente. A minha ideia não passa por me candidatar. Quando entrei, há quatro anos anos e meio, sempre fui muito claro. Sempre disse que a minha passagem pelo Vitória seria curta. Conheço-me, sei como funciono, a minha saída estaria sempre para breve. O que sempre me motivou é cumprir objetivos, o Vitória precisa de vender, tínhamos uma equipa muito jovem e achei que fazia sentido dizer que se não ficasse em 5º sairia para proteger o clube, os jogadores, o staff. Acho difícil ficar em 5º, mesmo que fique, a decisão é clara. É normal que venha outra Direção, outros caminhos, eu seguirei o meu. A minha decisão é pessoal", atirou.

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Além de garantir que não irá recandidatar-se, o ainda líder do Vitória assegurou também que não vai envolver-se no processo eleitoral noutro papel que não o de associado. "O meu papel como associado é ser associado e ponto. Não me quero envolver, não me vou envolver. A minha posição será essa. Tenho muito orgulho no que fizemos no Vitória, saio com um sentimento muito forte de tranquilidade e serenidade. Não acertamos sempre, isso é normal, mas fizemos tudo pelo Vitória e os resultados estão aí. Financeiramente temos dois meses em que é preciso recuperar o clube e que certas coisas aconteçam. Estou muito tranquilo, sereno. A partir daí, serei sócio de bancada, nada mais do que isso", frisou.

Por Bruno Freitas
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