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Luís Castro abordou esta quinta-feira a interdição do estádio D. Afonso Henriques por um jogo. Na conferência de imprensa de antevisão ao encontro com o Chaves (sábado, 18 horas), da 28.ª jornada, o treinador do V. Guimarães abordou ainda a sua situação nos vimaranenses. Jogo com o Chaves:
Já tem alguma certeza que o jogo vai ser no Estádio D. Afonso Henriques?: "É um tema que não domino completamente. O Vitória interpôs uma providência cautelar e o que sei é que nos sentimos muito bem a jogar em casa, que os nossos adeptos merecem que joguemos em casa. Têm sido adeptos extremamente dedicados e seria para eles uma desilusão total não jogarmos no D. Afonso Henriques. Além disso, há uma ação solidária para com a tragédia que aconteceu em Moçambique e gostaríamos de ter o estádio cheio."
Situação causou incómodo no trabalho desenvolvido esta semana?: "Confesso que nem coloco em questão não jogar em casa. Olhei sempre para o jogo no sentido de ele ser no D. Afonso Henriques. Nem quero colocar outra hipótese."
O Vitória marcou dois golos na Luz quando perdia por 3-0, deu a volta no Dragão a perder por 2-0 e agora tem dificuldades em marcar a clubes como Tondela, Nacional, Belenenses, Santa Clara: "Nos jogos em que marcámos conseguimos acelerar o jogo, encontrar espaços que nos foram aparecendo. Desta vez não conseguimos por causa de defesas mais densas. É algo que temos de inverter. Quer no Dragão, quer na Luz defrontamos equipas que jogam para a frente mesmo estando a ganhar, não se fecham. Nos outros casos, sempre que os nossos adversários se encontraram a vencer fecharam-se muito e nós não tivemos capacidade para ultrapassar equipas tão fechadas e animadas com o resultado. A falta de espaços tem-nos criado dificuldades para virar resultados."
Que Chaves espera?: "A equipa foi trocando de treinador, mostrou sempre dinâmicas diferentes. É um Chaves muito montado em cima dos seus corredores laterais, com muita profundidade ofensiva. É uma equipa que com o José Mota consegue jogar por dentro, com dois médios interioes gerem bem. É um Chaves que não tem nada a ver com a sua classificação, é preciso ter grande atenção para levar de vencida este adversário."
Esta época já se falou no Leicester, Benfica e esta semana já quase lhe colocaram um sucessor (Ivo Vieira) e um novo clube (Portimonense): "Há uma coisa comum a todas as situações. Nunca deixei de ter a atenção máxima no meu trabalho diário no Vitória. O que procuro no meu dia a dia é desenvolver trabalho que possa dar satisfação a quem nos vê e resultados. Muitas vezes não o conseguimos, isso deixa-nos tristes e desiludidos, mas isso nunca me desmotivou. O prazer diário que tenho em treinar e trabalhar no Vitória é algo que me acompanha de forma bem vincada desde o primeiro dia. A minha dedicação ao trabalho é total, o entusiasmo é total, muito focado. Tudo o que é paralelo não ligo minimamente."
O apoio da SAD continua a ser total?: "Acho que sim. Uma coisa a que estou habituado é que as pessoas sejam sinceras comigo. Quando sentir que não deixo as pessoas felizes com o meu trabalho, não é preciso dizerem-me nada. Será desta forma que vou até ao fim, hipocrisias não fazem parte do meu dia a dia. Tenho a certeza que todos os quantos me envolvem pensam da mesma maneira. Mas, muito mais importante do que eu, será sempre a instituição. Acima de mim estará sempre o Vitória."