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Luís Pinto, treinador do V. Guimarães, já fez a antevisão ao embate com o Santa Clara, da 25.ª jornada da Liga Betclic. A partida está marcada para as 20h30 de domingo e terá lugar nos Açores.
Que dificuldades extra pode trazer este jogo com o Santa Clara nos Açores?
"Em parte as dificuldades logísticas, por assim dizer, por causa da deslocação, das características muito próprias das ilhas. E é um campo que, por norma, tem sido difícil do Vitória jogar e de conseguir resultados interessantes. É um jogo contra uma equipa que passa um momento difícil, apesar de sabermos as valias que têm, e que vai querer pontuar e que nos vai dificultar a nossa tarefa. É uma deslocação difícil, o adversário tem as suas valias".
O que o Vitória pode fazer de diferente para melhorar os resultados recentes fora de casa?
"Acima de tudo, jogarmos e estarmos focados em fazer aquilo que temos de fazer. Eu acredito que nós ainda temos muito sumo para retirar desta equipa. E, acima de tudo, nós temos de estar focados nisso, no jogar, Sabemos aquilo que queremos fazer, sabemos que queremos conseguir ser uma equipa que jogue no meio campo ofensivo, mas que perceba também o tipo de relvado que vamos apanhar, o tipo de estádio que vamos apanhar, o clima, porque acaba por ser sempre um bocadinho incerto o clima nos Açores. Temos de agir. É isso que nós temos de fazer, não tanto estar a pensar no que é que poderemos ou não ter de apanhar pela frente, mas temos de agir. Temos de jogar e fazer. É isso que nós temos de estar focados".
Em que aspetos a equipa precisa de ser diferente por comparação com o jogo frente ao Alverca?
"Eu julgo que tem a ver com o colocar em prática aquilo que eles conseguem colocar durante a semana e a forma como trabalham no treino. Queremos colocar isso em prática. Nós já estamos no último terço da época, ou seja, já temos oito meses de trabalho desde o início da época e aquilo que eu sinto que é necessário é nós termos a capacidade de fazer o que tem de ser feito nos diferentes momentos do jogo. Jogar o jogo. Porque eu acho mesmo que esta parte é importante. Nós conseguirmos entender o que o jogo nos dá e jogarmos o jogo na sua plenitude é aquilo que eu acho que é mais importante nós conseguirmos fazer. Eu acredito mesmo que ainda há muito sumo para retirar destes jogadores, ainda há muito sumo para retirar desta equipa e nós tendo essa disponibilidade para fazer o que temos de fazer, seja o que for, porque o jogo pode-nos pedir coisas diferentes em momentos diferentes. E se o fizermos da forma que os nossos jogadores jogam durante a semana os diferentes jogos no treino, nós estamos mais perto de conseguir o que nós pretendemos".
Equaciona mudanças no onze tendo em conta o jogo com o Alverca?
"Isso equaciono todas as semanas. Equaciono sempre o que é que poderá ser melhor, tendo em conta o último jogo, tendo em conta aquilo que é a semana de treinos e tendo em conta também aquilo que é o próximo adversário. Por isso, sim, equacionamos que possam existir mudanças no onze".
Pensa haver espaço para dar oportunidades aos jovens emergentes na equipa B?
"Ao longo desta época já repararam que a porta tem estado sempre, sempre, sempre aberta e que não tenho tido qualquer problema em lançar jogadores que estejam bem na equipa B. E nós temos tido uma facilidade grande por mérito desses jogadores, mas também pela abertura, pela confiança e pela coragem que nós temos colocado no momento de decidir se avançamos ou não para convocar, para colocar a jogar, seja a titular, seja a partir do banco. Respeitando a questão, eu acho que isso nem precisa de ser colocado porque tem sido forma de estar, ao longo desta época, nós olharmos para a equipa B. E claro que estou atento, claro que estamos atentos enquanto equipa técnica. Não sei se vai estrear mais alguém, mas a oportunidade poderá sempre surgir. Estamos atentos".
As ausências de Miguel Nóbrega e Nélson Oliveira no último jogo causaram surpresa...
"Foi mesmo opção. Teve muito a ver com aquilo que eu falei do último jogo e que este último jogo podia trazer-nos coisas importantes a nível daquilo que era a nossa preparação durante a semana. E isso levou-me a tomar estas opções, mas para este jogo já estão outra vez dentro daqueles que poderão ser convocados. E a nossa vida segue e as decisões serão tomadas de acordo com aquilo que foi a semana de trabalho e de acordo com aquilo que nós acreditamos que possa ser o jogo nos Açores também".
Que diferenças vê do Santa Clara do Vasco Matos para o Petit?
"A deslocação é sempre difícil. Seja qual for o treinador, seja o Vasco, seja o Petit, é histórico que as deslocações aos Açores são sempre de um grau de exigência alto. Acima de tudo, a alternância da estrutura, porque é uma equipa que tem o seu valor, que está numa situação na tabela classificativa que exige que tenha urgência na conquista de pontos e esperamos um jogo desafiante por causa disso".