Luís Pinto e a saída do V. Guimarães: «Senti que foi uma grande injustiça»

Luís Pinto reage junto ao banco de suplentes do V. Guimarães
• Foto: Tony Dias/Movephoto

Dois meses após ter deixado o comando técnico do V. Guimarães, emblema ao serviço do qual conquistou a Taça da Liga em janeiro, Luís Pinto admitiu, em entrevista ao 'zerozero', que se sentiu injustiçado com a opção tomada pela direção liderada por António Miguel Cardoso, mas garantiu que não ficou qualquer mágoa.

"Mágoa não existe, nem na altura existiu. Um sentimento de justiça ou injustiça já é diferente. Aí, claramente que senti que foi uma injustiça enorme. Sempre defendi um projeto. Nunca ninguém me viu a colocar em causa as contratações e as saídas, porque acreditava no projeto. Ao acreditar tanto nisso, todas as minhas decisões passavam pelo futuro do clube e valorizar jogadores. Todas, inclusive a utilização da equipa B era muito nessa perspetiva. Cheguei a tomar decisões para conseguirmos valorizar mais a equipa B porque era importante que conseguisse logo a manutenção, através da presença na fase de subida", recordou o técnico, que espera outro apoio da direção na fase mais complicada da época.

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"O que senti é que sempre defendi o projeto e num momento de maior fragilidade da minha parte, não houve suporte nenhum. Senti injustiça ainda para mais quando já tínhamos conquistado um título, que era o terceiro do clube e o único que esta Direção tinha. Aí, admito que o sentimento de injustiça foi grande, mas não valia a pena ficar muito tempo preso a esse sentimento porque é futebol", concluiu.

Por Marques dos Santos
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