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Luís Pinto fez esta sexta-feira a antevisão do embate com o Arouca, da 21ª jornada da Liga. A partida está marcada para as 20H30 deste sábado e terá lugar no Estádio Municipal de Arouca.
O que se pode esperar da visita a Arouca? As condições climatéricas podem condicionar o jogo?
"Esperamos um jogo difícil, contra uma equipa que tem vindo a crescer naquilo que é o rendimento em campo, na solidez dos processos, apesar do Vasco já lá estar há muito tempo, com um bom trabalho. Obviamente que com os resultados nota-se uma consistência maior. Vamos ter de mostrar grande concentração, capacidade para disputar o jogo em todos os momentos. Relativamente a essa questão, com mau tempo ou bom tempo temos de ter uma capacidade de trabalho muito grande, de nos entregarmos ao jogo. A vontade e entrega têm de estar num patamar muito elevado. O relvado tem-se portado bem, vai dar para jogar. O jogo vai exigir muito de nós , quer pelo tempo, quer pelo adversário. Vamos ser precisos todos, sabemos o quão importante os adeptos podem ser para nos ajudar a vencer".
Que pormenores destaca do Arouca?
"Tem um processo ofensivo bastante interessante, com jogadores com muita qualidade técnica. É uma equipa que tem apostado em jogadores que têm uma relação interessante com a vertente ofensiva. Temos de ser muito capazes. Do ponto de vista defensivo têm utilizado dinâmicas diferentes, que lhes têm dado muita consistência contra adversários de excelente valia. Vamos ter de ser pacientes, queremos ser perigosos, mas não precipitados".
Esta é uma fase da época mais exigente?
"É natural que os pontos sejam mais caros porque as equipa têm um conhecimento maior umas das outras. Ainda estamos a 14 jornadas do final, mas há uma aproximação ao fonal, as equipas têm por norma uma forma de estar um pouco mais concentradas, acaba por ser mais caro o ponto. O que temos de fazer é procurar jogar com o intuito de ferir o adversário, com vontade de fazer golos. Queremos tornar o jogo perigoso do ponto de vista ofensivo. Esses desafios diferentes são interessantes, temos de estar concentrados em todos os momentos do jogo".
O regresso de Charles ao onze?
"O que motivou a alteração foi o rendimento. O Charles teve um rendimento muito alto no mês de janeiro, em jogos de grau de dificuldade exigente. Estava preparado para voltar a ser titular, a resposta que deu no jogo foi muito boa vai continuar neste jogo. Isto não quer dizer que o Castillo não esteja bem. Sempre que jogou esteve quase sempre num nível muito interessante. Quem fica a ganhar é o Vitória. Neste momentoé o Charles que continua a jogar, tem de continuar a fazer por merecer".
O rendimento de Samu e Ndoye, que têm começado no banco…
"O Ndoye tem sido mais vezes suplente utilizado. Tem a ver com o que acreditamos que tem vindo a ser o jogo. O futebol está diferente do que era há uns anos. Os jogadores têm de ter presente o quão importante podem ser num jogo, no final o que todos queremos é que o Vitória possa ganhar. Os nossos jogadores sentem que têm uma grande importância, sejam titulares ou a sair do banco. O facto de treinarmos bem faz com que os que estão a jogar tenham um maior andamento".
Oumar Camara rejeitou a possibilidade de sair para a Arábia Saudita. Revelou ser um jogador comprometido com o clube?
"O Camara está extremamente comprometido com o grupo, com o Vitória, com o projeto de carreira que tem a nível europeu. Ficamos todos muito satisfeitos por ter existido da parte da direção um esforço grande para conseguirmos manter a maioria dos nossos jogadores. Saíram dois jogadores por empréstimo para poderem ter mais tempo de jogo, todos os outros conseguimos manter e isso foi a nossa grande contratação. Assim, podemos dar seguimento a este crescimento que queremos ter na nossa equipa".