Em comunicado, o empresário vimaranense, que já se apresentou a eleições em duas ocasiões, adiantou que desenvolveu “nas últimas semanas, com a minha equipa, um trabalho sobre a realidade financeira do Vitória”, que está “disponível para apresentar a todos os sócios que pretendam.” “Tenho legitimidade para advertir que antes de qualquer associado do Vitória ter assumido uma candidatura e fazer promessas absurdas e irreais, deveria conhecer os números verdadeiros e as medidas obrigatórias para tentar evitar o colapso”, afirma Manuel Pinto Brasil, que entende que o Vitória está “numa situação financeiramente dramática” e que “não tem margem de manobra para voltar a falhar na sua gestão”, pelo que defende que “é preciso salvar o Vitória”.
Depois, Manuel Pinto Brasil explica que “só admitiria avançar se os vitorianos se unissem em torno de uma só candidatura”, ou seja, de “uma lista congregadora com as soluções” que preconiza “para salvar o Vitória.” “Avançaria de forma desinteressada, abdicando de qualquer tipo de compensação financeira. A minha missão seria apenas e só salvar o Vitória por amor puro. Limpar a casa, impor rigor e transparência, devolver dignidade e dar a dimensão desportiva que o nosso emblema merece”, disse.
O empresário entende que “com um clube dividido e com candidaturas de evidente aventureirismo, paraquedismo e ilusionismo, estamos perante um cenário de aumento do caos com muito apetite por automóveis, cartões de crédito, salários e comissões, e tudo menos o que o Vitória precisa: rigor nas contas e um projeto sustentado que garanta a sua sobrevivência. E é de sobrevivência que estamos a falar.” “Perante esta realidade eleitoral com excesso de quantidade e falta de qualidade dos candidatos, e consequente divisão da massa associativa, entendo, com enorme desgosto e redobrada preocupação que não estão reunidas as condições necessárias para salvar o Vitória. Contem comigo sempre para salvar e elevar o nosso Vitória!”, finaliza.