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Moreno: «Não há como fugir. Foi uma desilusão grande»

• Foto: Luís Vieira

Moreno estava naturalmente desapontado após o empate com o Celje que resultou no afastamento do V. Guimarães da Liga Conferência. Em conferência de imprensa, o timoneiro dos minhotos assumiu a desilusão e também a responsabilidade pelo desfecho da eliminatória diante dos eslovenos.

"Não há como fugir. Foi uma desilusão grande. Do outro lado estava uma equipa com qualidade, provou isso neste jogo. Senti a equipa um pouco intranquila, sobretudo com bola. Mesmo assim criou oportunidades claras de golo. O conforto do golo ia colocar-nos a jogar melhor, não o conseguimos, pior ainda foi sofrer o golo. Depois, o prolongamento com os atletas muito cansados, as coisas ficaram mais difíceis. Não tivemos a frieza necessária, criámos mais oportunidades, que não aproveitámos pelas questões físicas. Os jogadores tiveram um comportamento fantástico, não lhes posso apontar nada", começou por dizer, em conferência de imprensa.

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Moreno assume que agora, perdido este primeiro objetivo, o desafio será muito mental. "É uma frustração grande neste momento, a minha preocupação é recuperar a equipa a nível mental. Vai ser um trabalho difícil essa recuperação mental, ainda nem começamos o campeonato. Conhecemos os homens que estão naquele balneário, não tenho dúvidas da resposta que vão dar. Vai ser uma aprendizagem para o resto da época", assumiu o técnico, que na sua análise admitiu ter faltado algo na finalização: "Tivemos oportunidades claras, uma bola no poste, faltou alguma calma no momento de finalizar porque a equipa chegou com qualidade ao último terço."

De resto, Moreno não foge da responsabilidade pelo desfecho do jogo. "Quero dar a cara pelo grupo, sou o grande responsável por esta desilusão porque a equipa fez tudo o que pedi, entregou-se, mas não conseguimos dar respostas. Não adianta arranjar muitas mais explicações ou desculpas. Temos de recuperar a equipa física e mentalmente para o campeonato. Não podemos abordar o campeonato com esta frustração que existe. Esse não pode ser o caminho, pelo que temos de procurar recuperar a equipa. Não acho que a equipa tenha entrado confiante demais, entrou de forma responsável. Faltou descansar mais com bola e eficácia nas oportunidades que tivemos."

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A fechar, uma palavra aos adeptos do clube. "Não tenho nada a apontar aos adeptos. Fomos os primeiros a perceber que não contribuímos para ter um apoio mais forte. Eles fizeram bem a parte deles, nos é que não fizemos a nossa."

Por Record
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