Claques marcam protesto com silêncio até ao minuto 12: «Somos contra a higienização nas bancadas»

"Somos contra a higienização que estão a levar a cabo nas nossas bancadas, tratando o futebol como se fosse, única e simplesmente, uma indústria de entretenimento para os seus clientes. Só que nós não somos clientes, o nosso amor não se vende e muito menos se compra. "

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• Foto: Luís Manuel Neves
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A Associação Portuguesa de Defesa do Adepto (APDA) emitiu um comunicado a dar conta da vontade de grupos de adeptos e claques acerca da realização de um protesto conjunto para o fim de semana, que passará pelo silêncio nos estádios até ao minuto 12 de cada partida. Um dos pontos de crítica aberta é a mais recente lei da pirotecnia que, entre outras agravantes, poderá levar alguém a incorrer numa pena de prisão até 5 anos de prisão por uso de material pirotécnico.

"Dezenas de grupos de adeptos, afetos a vários clubes, estão a organizar uma iniciativa conjunta para este fim de semana. Será um protesto onde permanecerão em silêncio até ao minuto 12. Este será um gesto simbólico que tem por objetivo mostrar oposição a mais um ataque discriminatório que está a ser preparado pelo governo contra todos nós, através de mais uma alteração legislativa e, também, para reafirmar a importância do movimento de apoio, associativo e popular nas nossas bancadas", pode ler-se na nota partilhada nas redes sociais.

A APDA exigiu "liberdade para os adeptos" e sublinhou que estes não são "clientes", mostrando-se contra "a discriminação e a forma desproporcional como os adeptos são tratados pelas diversas".

"É importante sublinhar alguns dos pontos que nos empurram para esta posição. Somos contra a higienização que estão a levar a cabo nas nossas bancadas, tratando o futebol como se fosse, única e simplesmente, uma indústria de entretenimento para os seus clientes. Só que nós não somos clientes, o nosso amor não se vende e muito menos se compra. Somos contra a discriminação e a forma desproporcional como os adeptos são tratados pelas diversas entidades, sejam elas judiciais, políticas ou desportivas. Somos contra a forma gratuita como os cidadãos perdem direitos e garantias só por estarem num recinto desportivo. Assim, exigimos respeito pelos adeptos e por todas as suas formas de expressão. Sendo certo que o nosso coração estará sempre como os nossos clubes mas nesses 12 minutos, a ‘bandeira’ que será erguida é a de todos os adeptos. Assim, apelamos a todos os adeptos, independentemente das cores, para participarem nesta iniciativa e nos ajudem a lutar pelo futuro das nossas bancadas. Liberdade para os adeptos!", acrescentam ainda.

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