Nélson Veiga é talvez a cara mais reconhecida pelo grande público entre os jogadores que fazem parte do plantel do Vilafranquense. Aos 38 anos, o defesa central aceitou o convite dos "amigos da direção" ribatejana para voltar a Portugal depois de meia década em Marrocos, ao serviço do Kawkab.
"Convidaram-me para um projeto muito ambicioso e contavam com a minha pessoa para ajudar os mais jovens principalmente porque temos muita juventude com qualidade. Neste contexto, a mensagem que me pensaram foi tentar ajudar a enquadrar esta juventude no contexto do clube. Estou muito feliz com esta experiência nestes últimos quatro meses", começou por explicar o antigo central de V. Setúbal, Naval ou Estoril, acrescentando: "Alguns deles, com o tempo que têm enquanto seniores ainda nem me tinham visto jogar. Estive cinco anos fora do país e muitos ainda não são seniores há cinco anos. Sabendo da experiência que tenho de futebol, há a curiosidade sobre algumas tomadas de posição, de como poderia fazer na mesma situação. Eu sinto que tenho essa responsabilidade de ajudar".
Sendo opção de Filipe Coelho ou não para o embate diante do Paços de Ferreira até porque padece de mialgia de esforço, o internacional cabo-verdiano não tem dúvidas que o Campo do Cevadeiro, casa do Vilafranquense, aguarda com grande expectativa o encontro da 4ª eliminatória da Taça de Portugal.
"É uma oportunidade para viver momentos que para mim foram momentos felizes e importantes na carreira. Para os mais jovens, é para aproveitar e o Cevadeiro já merecia um jogo como este tal como a cidade. É uma prenda para todos nós", sublinhou, apelando à experiência que tem para ajudar os 'miúdos' de Filipe Coelho, um técnico curiosamente mais novo (36 anos) do que o próprio Nélson Veiga.
Jogadores auto-motivados
À imagem de Veiga, Paulo Sereno é aos 33 anos um dos mais velhos do plantel e também um dos jogadores com mais anos de casa. Acompanhou parte do trajeto de Filipe Coelho no clube e espera que o novo técnico possa "trazer a estrelinha". "Quando a bola não entra, os resultados não aparecem e tenho a certeza que vai mexer com tudo a vinda dele", atirou.
O número 10 do Vilafranquense, um dos dois futebolistas do plantel que conjuga o futebol com outra atividade profissional, quer "desfrutar ao máximo de um bom jogo" mesmo que se trate de um encontro raro com uma equipa de primeira divisão diante de outra que milita no Campeonato de Portugal Prio. "Para a malta nova e até para os mais velhos, é um motivo para mostrar o valor. Vai ser um boa oportunidade para a cidade se mexer um pouco e apoiar a equipa", atirou, feliz pela oportunidade que a equipa terá no domingo, reiterando que "nestes jogos nem é preciso arranjar motivação".
Há mais de um ano, Paulo Sereno também havia sido titular frente ao Sporting mas a partida disputou-se no Estádio António Coimbra da Mota por falta de condições do Campo do Cevadeiro. Agora tudo será diferente segundo o médio. "Vamos ter a nossa claque, os Piranhas do Tejo, que estiveram no Estoril para o jogo frente ao Sporting em grande número. Vamos ter um 12º jogador que é o público de Vila Franca de Xira e que terá a possibilidade de viver o nosso clube", reforçou.
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