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Tudo em aberto para o jogo que encerra a época de 2013/14. No mítico cenário do Jamor, a grande festa do futebol terá como protagonistas o Benfica, que pretende repetir a dobradinha que lhe escapa há 27 anos, e o Rio Ave que, apesar de já ter andado perto – finais da Taça de Portugal em 1983/84 e da Taça da Liga em 2013/14 –, nunca atingiu o céu. Parte favorito o campeão, porque jogará fatalmente em casa, com o apoio popular que sustenta a exaltação do momento (que nem a derrota na Liga Europa abrandou) e, como todos reconhecemos, porque tem equipa mais forte. O que sobra então ao Rio Ave para sonhar com a vitória? Para já, mostrou na final da Taça da Liga, jogada há onze dias, que tem argumentos técnicos e táticos para equilibrar operações e intimidar o adversário; depois pela faceta imprevisível do futebol, desporto no qual o melhor nem sempre vence; por fim, porque pode ainda beneficiar do tremendo desgaste encarnado na final da Liga Europa, esforço que colocará o adversário em dificuldade se for capaz de levar o jogo para uma dimensão física elevada.
Jorge Jesus terá de medir as consequências do jogo com o Sevilha. Atendendo ao desgaste é possível que aproveite o repouso forçado de Enzo, Markovic e Salvio em Turim, para lhes dar a titularidade no Jamor – arrumando os extremos de forma a poder sacrificar Gaitán, por exemplo. No entanto, mesmo tendo em conta as previsíveis dificuldades para recuperar a equipa, parece que o Benfica entrará em campo menos debilitado do que há um ano. A derrota com o V. Guimarães, por outro lado, consentida por um misto de excesso de confiança e cansaço, serviu como experiência a não repetir.
Quanto ao notável Rio Ave de Nuno Espírito Santo, treinador que revelou saber para cumprir o objetivo da salvação e gerir os recursos para atingir duas finais, apresentar-se-á no Jamor ainda com mais argumentos do que o fez em Coimbra. Em primeiro lugar porque já tem referência dos erros que cometeu, depois porque voltará a ter os índices de motivação no máximo e, por fim, porque terá pela frente uma equipa desgastada por batalha intensa e recente. De resto, o jogo dependerá em grande medida da resposta física do Benfica ao esforço de quarta-feira.
MUITO PROVÁVEL
» Que o Benfica sinta algumas dificuldades caso o jogo resvale para uma dimensão física elevada
» Que Enzo, Salvio e Markovic, ausentes em Turim, façam parte do onze inicial
» Que o Rio Ave revele frescura, concentração e índices motivacionais no máximo
POUCO PROVÁVEL
» Que, apesar do desgaste na final da Liga Europa, o Benfica surja tão debilitado como frente ao V. Guimarães em 2012/13
» Que os vila-condenses repitam os erros cometidos na Taça da Liga
» Que o domínio seja totalmente encarnado.O Rio Ave não deixará que tal aconteça