Gonçalo Alves diz adeus à Seleção

Gonçalo Alves diz adeus à Seleção

O mais internacional dos jogadores de futsal de Portugal, Gonçalo Alves, anunciou esta quinta-feira, aos 37 anos, o abandono à Seleção Nacional depois de a representar durante 12 anos, disputando 171 jogos e marcando 75 golos.

"Ficam mais alegrias do que tristezas. Acabo de uma forma em que olho para trás e fiz tudo o que podia pela Seleção. Sempre um grande orgulho de representar o meu país. No primeiro e último jogo, com a mesma paixão, orgulho e entrega. Olho com grande satisfação para todos estes anos", resumiu.

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Em declarações ao site da Federação Portuguesa de Futebol, o jogador garante que "nunca" pensou em "bater recordes", pelo que desvaloriza o facto de ser o atleta que mais jogos disputou pela Seleção em fases finais, garantindo que sempre conseguiu "representar a seleção da melhor forma, dentro e fora de campo".

"Entrego-me de corpo e alma e raramente saio de um jogo ou projeto sem dar o máximo. Os resultados era a única coisa que alterava [neste percurso]. Houve alturas em que podíamos ter obtido melhores resultados, mas temos de ver a nossa realidade. Não é fácil. Não conseguimos ultrapassar as grandes seleções, mas sempre estivemos nas cinco melhores do Mundo e isso e um grande orgulho para todos portugueses e futsal nacional", vincou.

Gonçalo optou por "sair em grande", enquanto se sente "útil" e "influente", ao invés de andar a "arrastar pelo campo, com pouco tempo de jogo", situação em que não se revê.

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"Chegou a altura. É o momento exato", assume o atleta que discorda com a imagem de "dureza" que lhe é associada: "A minha maneira de jogar é disputar o lance como se fosse o último da minha vida. Vivemos disto e temos de fazer pela vida. Quero que o meu clube e seleção ganhem".

O atleta considera que "agora é muito mais fácil" jogar pela seleção, recordando que neste momento "a federação é profissional" e resolve problemas que antigamente os jogadores chegavam a levar para o jogo.

Quanto ao futuro, tem o desejo de "ficar ligado à modalidade, seja a trabalhar com jovens, seja o que for". "Quero fazer algo mais, pois o futsal deu-me muito. Quando deixar de jogar é a minha hora de dar algo ao futsal. Toda a minha carreira foi pensada sem estar ligado ao futsal, tenho os meus projetos fora futsal. Se não surgir uma oportunidade, tenho onde me agarrar", concluiu.

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