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Jorge Braz satisfeito com a vitória contra Itália: «A resposta dos jogadores foi brutal»

Seleção Nacional, orientada por Jorge Braz, dá hoje o pontapé de saída no Europeu de futsal
• Foto: FPF

Portugal entrou com o pé direito no Europeu, mas foi preciso dar a volta ao marcador. O selecionador nacional Jorge Braz destacou a "resposta brutal dos jogadores" depois de "o jogo começar 1-0" e revela que o segredo foi... "jogar à Portugal".

Início a perder: "Parece que já é tradição começarmos assim [a sofrer um golo cedo]. Mérito da Itália, naturalmente, mas também algum demérito nosso. Eles marcam numa bola parada, fruto da forma como prepararam o início do jogo, e isso é mérito. Estas coisas acontecem e, como já referi, nunca são uma catástrofe. Acontece há muito tempo." 

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Reação: "Fomos entrando no nosso jogo, fomos crescendo e acabámos por virar o resultado. Começámos a ser Portugal, fomos crescendo ao longo do jogo. Sei bem como é sempre o primeiro jogo de uma grande competição, ainda por cima frente a uma equipa fortíssima, que nos tentou enganar aqui e ali, que tentou não nos deixar jogar e não nos deixar pressionar. Conseguirmos ultrapassar esse início menos bom e foi importante. O jogo não começou 0-0, começou 1-0, e fico muito satisfeito com o crescimento e o percurso da equipa ao longo do jogo."

Mensagem ao intervalo: "A primeira parte foi muito estratégica, com dois golos de bola parada. Na segunda parte, Portugal levou o jogo para um nível diferente. Ao intervalo, o que lhes disse foi simples: jogar, jogar. O jogador português é dos que têm mais conhecimento do jogo, mais visão estratégica e mais inteligência tática. Mas, por vezes, parece que nos prendemos demasiado a isso. Aqui era jogar, cada um ser ele próprio. Faltava um pouco de intencionalidade na nossa dinâmica ofensiva. Ao acrescentarmos isso, e mais intensidade, sabíamos que iríamos desgastar o adversário. Era jogar à Portugal, de acordo com aquilo que fazemos, e cada um sentir-se bem. Houve até uma fase em que escusávamos de ter ficado apenas com dois golos de diferença, o resultado podia ter disparado."

Ansiedade e nervosismo? "Já sabia que o primeiro jogo ia ser assim. Se a ansiedade já passou? Espero bem que sim. Comecei muito feliz com a preparação e com todo o processo. Se trabalhamos bem e fazemos tudo como somos, só pode começar bem. É normal haver nervosismo, mas a resposta dos jogadores foi brutal.”

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Por Pedro Filipe Pinto
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