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O Eléctrico saiu derrotado da final da Taça da Liga frente ao Benfica (1-7), mas o técnico Jorge Monteiro fez um balanço muito positivo à prestação da equipa de Ponte de Sor.
”Ficam os parabéns aos nosso adeptos, que foram fantásticos. Ver este pavilhão e a nossa massa adepta é uma coisa brutal, foi fantástico; depois a pessoas que não nos deixaram faltar nada, aos técnicos e jogadores. Fizemos quatro jogos em oito dias. São estes [jogadores], não tenho mais, olho para o banco do Benfica, só queria dois ou três. Tenho de estar orgulhoso. Não gosto de perder, nem com os meus irmãos gostava de perder ao berlinde. Ninguém diria que chegávamos aqui, só os jogadores acreditaram e o mérito é deles", começou por analisar ao Canal 11.
O treinador do Eléctrico não tem dúvidas de que a campanha na Taça da Liga dá confiança para o que resta do campeonato. ”Esta semana até nisso estive aliviado, não estava preocupado. Vou pensar para a semana. Tenho poucas soluções, não tenho o Simi [Saiotti] no próximo jogo com o Benfica no sábado. Os jogadores estão fisicamente muito massacrados, mas vamos recuperar. Esta equipa merece, pelo que fez e pela essência que tem, ficar na Liga Placard e queremos mais, vamos ao playoff e fazer a festa novamente”, sublinhou.
Já na conferência de imprensa, o técnico fez uma avaliação mais detalhada da final e da prestação do Eléctrico na final 8 da Taça da Liga. "Tínhamos definido que, nos primeiros dois minutos, queríamos ter mais bola. Acabámos por sofrer logo cedo, mas acho que a equipa reagiu bem depois disso. Tivemos ali duas ou três oportunidades e tentámos equilibrar o jogo. Sabíamos que íamos defrontar uma equipa que ainda não perdeu no campeonato e que tem um registo de vitórias muito forte. Perdeu apenas recentemente na prova europeia. Sabíamos que a tarefa seria muito difícil, mas queríamos valorizar aquilo que fizemos e acho que competimos. Os números são o que são. Podia ter sido 1-2, mas perdíamos na mesma", referiu.
O que faltou para conseguir dar outra resposta? "Acho que nos faltou sobretudo capacidade física face às soluções que tínhamos no banco. O Benfica consegue rodar quartetos e manter sempre a intensidade. Nós temos os jogadores que temos, que treinam todos os dias e que deram tudo o que tinham. Numa competição destas, com jogos consecutivos e com este nível de exigência, torna-se complicado acompanhar uma equipa com tanta profundidade."
O que se leva desta prestação? "Para o resto da temporada fica a responsabilidade de continuar a crescer. Temos de demonstrar que somos capazes de dar continuidade ao que fizemos aqui. O nosso objetivo é chegar aos play-offs. Foi um percurso incrível. Quando comecei a trabalhar com estes jogadores, no início da época, tivemos cinco derrotas consecutivas e o crescimento da equipa tem sido notório. O acreditar, o querer e a essência da equipa são muito fortes. O apoio dos adeptos foi extraordinário. Não é só aqui que isso se vê. Na nossa região sentimos esse apoio todos os dias, mesmo quando as coisas não estavam a correr bem."
Faltou eficácia? "Se conseguíssemos fazer o 3-1 mais cedo, poderíamos ter criado alguma instabilidade no Benfica, mas começar a perder foi uma facada muito grande. Nunca conseguimos ferir verdadeiramente o Benfica, nem nas bolas paradas nem nas transições. quando uma equipa desta qualidade está a ganhar por 3-0, torna-se muito difícil recuperar."
Significado desta final? "Chegar a esta final é algo fantástico para o clube. Estivemos muito concentrados na competição durante toda a semana, mas hoje, ao ver a quantidade de pessoas que vieram apoiar-nos, percebemos que foi um feito enorme. Fomos a primeira equipa alentejana a chegar a uma final de futsal. É um clube com muita massa adepta e com várias modalidades. Numa região onde as pessoas vivem muito o desporto, com boas condições desportivas. Estar presente numa final destas e mostrar que há gente apaixonada pelo futsal já é, de certa forma, uma vitória."
Por Record