Francisco Neto confiante: «Fazer o que ainda não foi feito e criar referências»

Selecionador nacional procura apuramento inédito para o Mundial em playoff na Nova Zelândia

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• Foto: Paulo Calado
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A Seleção Nacional feminina parte esta quinta-feira rumo a Auckland, capital da Nova Zelândia, onde vai defrontar o vencedor do duelo entre Camarões e Tailândia no playoff de acesso ao Mundial que ali se vai disputar no Verão.

Francisco Neto, o selecionador nacional, deu conta do estado de espírito pouco antes da partida. "É um orgulho imenso por estarmos neste ponto. O grande objetivo sempre foi depender de nós, chegar às fases decisivas dessa forma. Levamos 12 jogos de qualificação para o Campeonato do Mundo, falta-nos um. Vamos procurar fazer o que nunca foi feito, afirmamo-nos mais uma vez no panorama internacional e conseguir o apuramento para uma fase final em que nunca estivemos, criar impacto e referências para as jogadoras que vêm a seguir", atirou.

Quanto às condicionantes da preparação de um jogo que implica a adaptação a uma diferença de 13 horas, desconhecendo ainda o adversário, Francisco Neto reconhece as contingências, mas assegura ter o plano delineado. "Não estamos com as jogadoras há três meses, desde novembro, e além da adaptação toda fisiológica que vamos ter de fazer, com o jet-lag, fuso horário, condições climatéricas, etc, o nosso foco vai ser essencialmente a nossa forma de jogar, até ao encontro com a Nova Zelândia. A partir de dia 18, sabendo qual vai ser o nosso adversário, olharemos mais para o lado estratégico, atendendo a quem teremos do outro lado. Iremos mostrar às jogadoras que os Camarões terão um lado mais físico e individual do jogo e a Tailândia dará problemas de uma postura muito coletiva e de grande entreajuda, de muito maior proximidade. Teremos de estar preparados para os dois tipos de jogo", rematou.

Dolores Silva assume: "Dos maiores objetivos das nossas vidas"

A capitã das portuguesas, Dolores Silva, também compareceu na sala de imprensa da Cidade do Futebol para revelar a forma como o grupo está a encarar o próximo desafio. "Partimos com muita alegria, muita felicidade por estarmos a desfrutar este momento maravilhoso da Seleção Nacional, sabendo que vamos para um playoff pelo qual lutámos muito. Vai ser uma longa viagem, mas cada uma de nós vai com toda a motivação para atingir um dos objetivos maiores das nossas vidas", assumiu.

Desafiada a pronunciar-se sobre a proposta do Sindicato dos Jogadores de equiparar os salários mínimos de homens e mulheres no futebol profissional, a centrocampista do Sp. Braga... chutou para canto. "Aquilo que levamos de acrescido neste jogo são os objetivos da Seleção Nacional. Este é o jogo da nossa geração, das gerações passadas e futuras, é esse o nosso foco. Colocar Portugal na maior competição de todas, que é um Campeonato do Mundo, pela primeira vez no futebol feminino, , honrar e defender o nosso país da melhor maneira possível, é o nosso objetivo. Tudo o resto, é um acréscimo", defendeu, rematando: "Estamos focadas em representar da melhor forma Portugal. Isso são outros temas, outros assuntos, que envolvem também outras pessoas, o nosso foco agora é outro."

Sobre um eventual favoristismo de Portugal, Dolores foi comedida. "Vai ser um playoff difícil, quer a Tailândia, quer os Camarões são seleções fortes, chegaram a esta fase por mérito próprio. Temos de estar com os pés assentes na terra, vai ser uma final, um jogo bastante competitivo. As possibilidades para cada equipa são de 50-50", sentenciou.

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