Pauleta no 1.º dia da Seleção: «Nunca pensei desistir, mas o sonho deu sempre muito alento»

Centrocampista nascida há 28 anos na Galiza em estreia nas Navegadoras após dois anos de lesões

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Pauleta
Pauleta • Foto: Pedro Ferreira
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Pauleta, centrocampista de 28 anos, espanhola naturalizada portuguesa há dois anos, nos quais enfrentou duas roturas de ligamentos cruzados (no joelho esquerdo, primeiro, e direito, depois) foi chamada pela primeira vez pelo selecionador nacional Francisco Neto aos trabalhos das Navegadoras, que iniciam a campanha de apuramento para o Mundial 2027 frente à Finlândia (a 3 de março) e à Eslováquia (dia 7), falou esta terça-feira já como jogadora da Seleção Nacional feminina, na Cidade do Futebol.

"Nunca pensei em desistir. Não o poderia ter feito, de forma a dar tudo durante os dez, onze meses de cada de recuperação que tive pela frente. Mas nunca pensei em deixar de jogar futebol, pelo meu clube [Benfica, desde a criação da equipa feminina, em 2018], mas essa possibilidade de poder vir a representar a Seleção de Portugal deu sempre muito alento, uma motivação extra para enfrentar o que tive pela frente", assumiu a jogadora que chegou ao nosso país há dez anos, na altura com 18, para representar o Sp. Braga.

Na oitava época nas pentacampeãs nacionais do Benfica, Pauleta leva 191 jogos de águia ao peito. Conta começar a somar agora pela equipa das Quinas, se possível já a partir de dia 3. "Sabemos que a Finlândia é uma equipa difícil, que está a voltar a ser a Finlândia que era há uns anos atrás, que tem muitas jogadoras a competir em bons campeonatos. Nós queremos trabalhar agora dentro do campo todos os treinos e na análise do adversário, na análise da nossa própria equipa para chegar ao jogo e representar Portugal da melhor forma e, claro, conseguir a vitória que todos nós queremos", atirou.

Desafiada a comentar a leitura de Francisco Neto de que pode acrescentar ao nível da dimensão e disponibilidade física, Pauleta subscreveu: "Se o míster diz, eu não vou discordar [risos]. Eu acho que é um bocadinho por aí, eu venho ajudar, quero ajudar da melhor forma, seja com essa dimensão física, seja com perceber o jogo, com a bola, com o que for." Ao nível da concorrência no miolo, a médio de 28 aponta à qualidade das opções à disposição. "Acho que a Dolores representa muito bem o que é que o futebol feminino português fez ao longo dos anos e esse crescimento que têm tido. Joguei com a Andreia Faria, contra a Andreia Jacinto, quando estava no Sporting. A Tatiana está agora a fazer um grande papel também na Juventus. Acho que é um meio-campo de imensa qualidade", avaliou.

Quanto ao favoritismo assumido no grupo, Pauleta rematou: "Estamos na Liga B da Liga das Nações, queremos muito chegar ao Mundial, queremos muito subir para a Liga A e se não assumirmos esse favoritismo e essa vontade de querer fazer melhor do que as outras equipas, não vamos continuar a crescer e é isso que temos de fazer."

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