Francisco Neto estará a estudar os Estados Unidos, mas o mais provável é optar por uma disposição tática com linha de 3 centrais, o que abre várias opções para as alas, cuja dinâmica influencia bastante o comportamento coletivo luso.
À direita, no jogo com o Vietname (tendencialmente o domínio seria claramente de Portugal e confirmou-se), surgiu Lúcia Alves, defesa do Benfica que aposta na continuidade no onze, embora reconheça que prefere jogar numa estrutura mais ofensiva. Tal pode não ser norma no duelo de amanhã (às 8 horas de Lisboa) com as bicampeãs mundiais, que Lúcia prevê "ser muito complicado".
A ala garante estar na Nova Zelândia "para ajudar a equipa", independentemente das opções do selecionador: "Seja em que sistema for, a defender ou atacar, o mais importante é estar disponível."
Sobre as dificuldades que as norte-americanas vão colocar a Portugal, Lúcia assume: "Sabemos o quão complicado vai ser, mas estamos focadas, temos ido jogo a jogo. Temos armas próprias e não vamos facilitar a vida a ninguém!"
Aos 25 anos, a defesa natural de Paredes sorri quando confrontada com a experiência única de estar numa prova desta dimensão. "É sempre especial jogar pela Seleção Nacional e ouvir o hino num Mundial", diz, frisando que também é importante desfrutar do ambiente. Quando a bola começar a rolar no Eden Park, em Auckland, o foco é tentar o melhor possível, mesmo que o histórico seja totalmente favorável às detentoras do troféu, a quem Portugal nunca marcou um golo, tendo já sofrido… 39. Em 11 duelos anteriores, os Estados Unidos ganharam 10 e o melhor que a equipa das quinas conseguiu foi um empate, num particular disputado em 1995.
De respostas rápidas e concisas, Lúcia Alves, que jogou 12 minutos com a Holanda e fez os 90’ com o Vietname, admite que, do outro lado, as individualidades podem marcar diferenças, mas atalha: "Também temos caras conhecidas!"
Fátima Pinto ainda é dúvida
Francisco Neto continua a ter apenas uma dor de cabeça – Fátima Pinto. A médio continua a recuperar da lesão no joelho direito e fez trabalho de ginásio. Apesar de estar a evoluir favoravelmente, a médio está em dúvida para amanhã.
Soam alarmes no BrasilA derrota (1-2) com França faz soar o alarme na seleção do Brasil, que tem de bater a sensacional Jamaica para garantir o apuramento. Frente às gaulesas, as brasileiras repetiram o resultado negativo do Mundial’2019, sendo que, nessa altura, foram mesmo afastadas da competição. O conjunto de Hervé Renard, por seu lado, deixou uma imagem muito mais combativa do que no primeiro jogo (nulo com as jamaicanas), e, com a vitória frente à seleção canarinha afastou o fantasma de algum mal-estar interno, sobretudo em relação às jogadoras veteranas da equipa.
Por Rui Almeida. Auckland (Nova Zelândia)