Contrariar a história e a estatística. Este é o grande desafio da seleção portuguesa para o jogo de amanhã, em Auckland, frente aos Estados Unidos da América. Na história de 28 anos de confrontos entre as duas seleções, portuguesas e norte-americanas defrontaram-se 10 vezes, sempre com vitórias das tetracampeãs mundiais, nunca tendo Portugal sequer marcado um golo.
A experiente Megan Rapinoe não tem dúvidas ao abordar o jogo com Portugal. "É exatamente com esta pressão que nós gostamos de jogar", atirou a avançada de 38 anos, explicando que "cada jogo é, agora, um desafio permanente com pressão absoluta": "Essa é a melhor parte de disputar um Campeonato do Mundo".
Rapinoe aborda de modo descontraído (mas comprometido) o confronto com Portugal, falando até no legado que vai sendo passado à nova geração de internacionais, concluindo: "Este é o lugar onde queremos estar!"
Embora seja uma seleção em transição geracional, a equipa estadudinense continua a contar com grandes valores individuais e, sobretudo, com um impressionante coletivo, fruto de uma liga fechada, com um draft rigoroso (do qual, no ano passado, saiu a luso-americana Savannah DeMelo) e a assimilar as ideias do técnico macedónio que, nos últimos 4 anos, tem a responsabilidade de continuar na senda das vitórias de 2015, no Canadá, e 2019, em França.
Por Rui Almeida. Auckland (Nova Zelândia)