_
A FIFA já tinha confirmado que as decisões de arbitragem tomadas com recurso ao VAR durante os jogos do Mundial seriam comunicadas ao público pela árbitra, a exemplo do que aconteceu no Mundial de clubes. E foi logo no jogo inaugural, entre a Nova Zelândia e a Noruega, que surgiu o primeiro caso.
Aos 88’, já a Nova Zelândia vencia por 1-0, a árbitra japonesa Yoshimi Yamashita foi chamada por Tatiana Guzman, da Nicarágua e que estava a liderar a equipa de vídeo-arbitragem, a consultar as imagens de um lance passível de penálti no monitor. Após a análise, Yamashita voltou ao relvado, fez o célebre gesto com os braços a representar um ecrã e disse: "Após revisão oficial, a decisão é penálti".
Percival, médio que joga no Tottenham, desperdiçou a soberana oportunidade de fazer o 2-0. Em todo o caso, o momento ficou para a história e Pedro Proença, antigo árbitro internacional e atualmente presidente da Liga Portugal, reagiu com satisfação nas redes sociais. "Por um futebol mais próximo do adepto! A decisão do VAR foi comunicada a todos, esta manhã, no Nova Zelândia-Noruega, jogo inaugural do Mundial Feminino de Futebol. Este é o caminho", escreveu Proença.
Australianas deixam críticas
As jogadoras australianas apontaram a desigualdades sobre os prémios a que terão direito, por comparação com os que são entregues em Mundiais de futebol masculino. Segundo a ‘Sky Sports’, os prémios previstos apontam a 98,6 M€, depois de o Mundial do Qatar ter rendido cerca de 335 M€. Gianni Infantino, presidente da FIFA, relativizou: "É um momento de focar nas coisas positivas..."
Autor do tiroteio cumpria pena
Segundo a imprensa neo-zelandesa, o autor do tiroteio de há dois dias, em Auckland, cumpria prisão de pena domiciliária e as autoridades estão a investigar os contornos do crime. O tiroteio resultou na morte de dois cidadãos e, depois, o próprio autor foi abatido pela polícia. Há sete pessoas hospitalizadas e um polícia em estado crítico.