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11 julho 2023 - 12:33

Cada jogadora recebe um mínimo de cerca de 27 mil euros no Mundial'2023

Jogadoras conseguiram um acréscimo três vezes superior às verbas que tiveram direito na edição de 2019

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O Mundial'2023 feminino de futebol atribuirá a cada uma das 732 futebolistas inscritas um prémio mínimo de 30 mil dólares (cerca de 27.200 mil euros) e um máximo de 270 mil (245 mil euros) a cada uma das futuras campeãs.

Apesar de ainda estarem longe dos prémios atribuídos nos campeonatos do mundo masculinos, as jogadoras conseguiram um acréscimo três vezes superior às verbas a que tiveram direito no Mundial de 2019.

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Mais do que isso, a FIFA concordou em junho que parte do dinheiro chegará diretamente às futebolistas, num contexto em que muitas delas não recebem salários, ainda com estatutos semiprofissionais ou amadores.

No último ano, o organismo do futebol mundial divulgou um relatório indicando que a média salarial anual das futebolistas situava-se nos 14 mil dólares (cerca de 12.700 mil euros).

"Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas garantir o pagamento direto às jogadoras é algo enorme - muda a vida de muitas jogadores que participam no Mundial", explicou a internacional norte-americana Alex Morgan.

A FIFA tem uma verba de 152 milhões de dólares (138 ME) para as 32 seleções do Mundial da Nova Zelândia e Austrália, no qual Portugal, em estreia absoluta, integra o Grupo E, com as bicampeãs mundiais dos Estados Unidos, Holanda e o Vietname.

Um valor que cobre os prémios, a preparação das equipas e os pagamentos aos clubes das jogadoras e que tem um crescimento significativo, em comparação com os apenas 40 milhões de dólares (36,3 ME) distribuídos no Mundial de 2019.

Já a verba destinada ao Mundial'2022 masculino, disputado no Qatar, situou-se nos 440 milhões de dólares (399,7 ME), com cada uma das seleções eliminadas na fase de grupos a ter direito a nove milhões de dólares (8,1 ME).

A Federação Internacional das Associações de futebolistas (FIFpro) apoiou os esforços de 150 jogadoras de 25 países, entre os quais os Estados Unidos, Japão e Alemanha, para forçarem a FIFA a uma prática de equidade entre femininos e masculinos.

No início do ano, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, admitiu que o objetivo final é a igualdade entre homens e mulheres nos Mundiais masculino de 2026 e feminino de 2027, um cenário que as norte-americanas conseguiram garantir já na sua federação.

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No Mundial 2023 da Nova Zelândia e Austrália, a decorrer entre 20 de julho e 20 de agosto, a seleção portuguesa começa por defrontar a Holanda (jogo em 23 de julho, em Dunedin), seguindo-se o Vietname (27, em Hamilton) e os Estados Unidos (1 de agosto, em Auckland).

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