Rúben Dias deixou alguns alertas na sequência da derrota caseira (1-2) de Portugal com a Croácia. Embora sem dramatizar a situação, e salientando que é bom defrontar adversários do calibre dos croatas, o central, presente na zona mista do Jamor, frisou que a equipa terá de ter sempre noção das suas qualidades e defeitos, ser coletiva e ter a dose certa de confiança.
Preocupação?
"Não, nenhuma. Queríamos muito este jogo, este desafio. É provavelmente a melhor seleção que defrontámos nesta nova era. É nestes jogos que aprendemos mais sobre como é que a equipa vai lidar com momentos de stress em alto nível. Foi para nós uma grande aprendizagem, o resultado podia ter sido bem diferente. O penálti criou controvérsia, ainda assim eles criaram ocasiões que não queremos que tenham. Na segunda parte acabaram por marcar numa altura em que estamos a dominar completamente. Ainda assim, sabemos que isto são detalhes. A história da Croácia nos últimos anos é esta: conseguem ser clínicos nos momentos mais importantes. Para nós foi um dia muito importante. Ninguém aqui gosta de perder, como é óbvio não estamos felizes com o resultado, mas estamos numa posição em que este jogo vai fazer muito bem"
É bom para fazer descer à Terra?
"Acho que sim. Foi bom para sabermos que por mais talentos que tenhamos, por mais individualidades que tenhamos, é preciso a coletividade funcionar e entender cada momento do jogo melhor. Nesse ponto de vista temos muito a crescer. A coisa boa é que com a qualidade e inteligência dos jogadores que temos podemos crescer tão rápido quanto conseguirmos entender o que está a faltar. Hoje foi acerca disso: encontrar um contexto competitivo top, um contexto que podemos apanhar na fase de grupos. Seguindo em frente há jogos mais difíceis e por isso acho que o jogo de hoje foi muito importante, para o qual temos de olhar com olhos de ver, com muita atenção. Até mesmo com o que pode ser o ego de cada um de nós. Baixar à Terra e saber que sim, se estivermos todos no nosso melhor, conseguimos fazer o que todos sabem que conseguimos, mas se não estivermos no nosso melhor, somos como qualquer outra seleção e podemos cair fora"
Mensagem aos portugueses.
"Desconfiados? Que continuem desconfiados. Quanto mais desconfiados estiverem, mais estaremos também e mais alerta vamos estar para os momentos decisivos. Quanto mais confiantes formos para qualquer jogo que seja, mais perto vamos estar de não estar no nosso melhor, ou com confiança a mais. É preciso ter a confiança no sítio certo e essa desconfiança sempre presente durante toda a competição se realmente queremos fazer algo especial"