CRISTIANO RONALDO (4)
Inter. 116 Golos 51
O capitão de Portugal voltou a ser decisivo quando a equipa dele precisou. Na primeira parte, teve três boas oportunidades de golo, mas foi na segunda que pareceu ir ficar a perder na luta direta com Kasper Schmeichel, ao ver o jovem guardião negar-lhe um golo que parecia feito aos 51’. Mas não desistiu de procurar a felicidade e no último minuto dos descontos saltou mais alto que Kjaer e respondeu da melhor maneira a um cruzamento delicioso de Quaresma. E vão 22 golos em Europeus.
Rui Patrício (3)
34 jogos 37 golos sofridos
Durante boa parte do tempo foi um espectador no que se passava à sua frente, mas quando chamado à ação respondeu bem, mesmo que os remates mais perigosos dos dinamarqueses tenham sido ao lado ou ao poste da sua baliza. Seguro no pouco jogo aéreo.
Cédric (3)
2 jogos 0 golos
Encontrou pela frente o homem mais irrequieto do ataque da Dinamarca, Kron-Dehli, e mesmo tendo perdido alguns lances, acabou por ter noite positiva, sem comprometer. No segundo tempo, como Eliseu, retificou posicionamentos e também subiu bem a ajudar o ataque.
Pepe (3)
63 jogos 3 golos
Foi o homem do primeiro choque, quer no jogo aéreo com Bendtner quer na antecipação quando este ou Vibe tentavam receber de costas para a baliza portuguesa. Entendeu-se bem com Ricardo Carvalho mas em duas ou três vezes que tentou o passe longo não acertou.
Ricardo Carvalho (4)
77 jogos 4 golos
Foi um regresso à titularidade pela porta grande, com uma exibição segura, sem erros, plena de classe e transmitindo confiança a todos os companheiros. Jogou preferencialmente na antecipação e dessa forma ganhou quase todos os duelos com os avançados dinamarqueses.
Eliseu (3)
6 jogos 1 golos
Regressou ao estádio onde, há três anos, tivera uma noite para esquecer, Mas ontem subiu um degrau em relação ao jogo de Paris, cometeu poucos erros e mesmo com os dinamarqueses a apostarem tudo pelo seu lado no segundo tempo não vacilou. Conseguiu mesmo subir bem para dois ou três centros perigosos.
William Carvalho (3)
9 jogos 0 golos
Ocupou a posição mais recuada do losango do meio-campo libertando Tiago para ações mais ofensivas. Esteve bem, cometeu poucas faltas e nunca regateou esforços para ajudar os centrais ou dobrar Moutinho e Tiago quando os dinamarqueses pressionavam mais.
João Moutinho (4)
74 jogos 2 golos
Há muito tempo que não víamos João Moutinho jogar a este nível na Seleção Nacional. Seguramente que desde o jogo com a Suécia, em Solna, que não se mostrava tão decisivos em todas as ações ofensivas de Portugal, correndo quilómetros mas com qualidade, fazendo os passes no tempo certo e para o companheiro certo. Um gigante.
Tiago (3)
60 jogos 3 golos
Durante mais de 70 minutos foi, com Moutinho, um dos grandes dominadores de todo o espaço do meio-campo, desdobrando-se no terreno. Jogou na antecipação, quando tinha de ajudar William Carvalho, e no passe quase sempre certo na procura de Nani ou Ronaldo. Quando saiu, já estava esgotado.
Danny (2)
28 jogos 4 golos
Foi o homem mais apagado do ataque português, mesmo que, já perto do intervalo, tenha rasgado a defesa contrário numa jogada de perigo. Mas não conseguiu entender-se com Nani ou Ronaldo e pareceu ficar frustrado à medida que o tempo passava e não acertava o seu jogo.
Nani (3)
81 jogos 15 golos
Assinou uma grande primeira parte, período em que foi o mais rematador da equipa (4) mas sem conseguir marcar por duas vezes (25’ e 26’) no melhor período de Portugal. A sua velocidade ameaçou deitar abaixo a defesa contrária, mas com o tempo revelou algum desgaste e acabou por ser substituído por isso.
João Mário (3)
2 jogos 0 golos
Voltou a entrar muito bem no jogo, dando um fôlego suplementar quando a equipa mais precisava. Em dois jogos acabou com as dúvidas.
Éder (1)
14 jogos 0 golos
Esforçado, lutou para abrir espaços na defesa contrária.
Quaresma (3)
37 jogos 4 golos
Foi decisivo com aquele centro quase milimétrico que permitiu o remate de cabeça vitorioso de Ronaldo. Um renascimento que se saúda.