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Fernando Santos reage ao adeus de Cristiano Ronaldo: «Levas contigo uma história que ninguém poderá repetir»

Portugal's head coach Fernando Santos (L) greets Cristiano Ronaldo (R)
• Foto: MIGUEL A. LOPES / LUSA

Fernando Santos, antigo selecionador nacional, considerou esta quinta-feira que Cristiano Ronaldo vai "deixar uma marca que jamais será apagada" como "o melhor de todos os tempos", após o jogador oficializar a despedida da equipa das quinas.

"Obrigado por tudo o que deste à seleção, ao nosso país e a todos nós. Levas contigo uma história que ninguém poderá repetir e deixas uma marca que jamais será apagada como o melhor de todos os tempos. Um grande abraço, Cristiano. Com admiração, respeito e amizade, hoje e sempre", afirmou o técnico, numa declaração enviada à Lusa.

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Selecionador português entre 2014 e 2022, Fernando Santos orientou Cristiano Ronaldo em 82 dos 234 jogos em que o astro vestiu a camisola de Portugal - o último dos quais diante de Marrocos, na eliminação nos quartos de final do Mundial2022 - e lembrou os "momentos extraordinários" vividos com o madeirense, de 41 anos, apesar dos "momentos menos felizes" pelo meio.

"Tivemos juntos momentos extraordinários, vivemos alegrias que ficarão para sempre na memória e também atravessámos momentos menos felizes, como acontece em tantas relações humanas. Mas há uma coisa que nunca mudou, nem nunca mudará: o respeito, a consideração e a amizade", acrescentou.

No Mundial'2022, no Qatar, com Portugal já qualificado para os oitavos de final, Fernando Santos substituiu Ronaldo durante a derrota com a Coreia do Sul, na terceira jornada da fase de grupos, e o avançado foi apanhado pela transmissão televisiva a contestar a decisão do selecionador no momento em que percebeu que iria ser substituído.

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"Estás com uma pressa para me tirar...", pôde perceber-se durante a transmissão do encontro.

Ronaldo negou inicialmente essa atitude, afirmando que estava a abordar um jogador da Coreia do Sul, mas Fernando Santos tomou medidas e sentou o capitão no banco de suplentes até à eliminação com Marrocos nos quartos de final.

Responsável pelas seleções que conquistaram o Europeu de 2016, em França, e a primeira edição da Liga das Nações, em Portugal, em 2019, o treinador, de 72 anos, que orientou FC Porto, com um título nacional (1998/99), Sporting e Benfica, realçou ainda o "lado humano" do atacante do Al Nassr, que representou antes Sporting, Manchester United, Real Madrid e Juventus.

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"Guardo com enorme carinho tudo o que partilhámos. O jogador extraordinário que és todos conhecem. O profissional, a ambição, a capacidade de superação e a vontade de vencer são marcas que ficarão para sempre na história do futebol português, mas guardo também o lado humano, as conversas, os momentos, os sorrisos e tantas recordações que não pertencem ao futebol, mas à vida", lembrou.

Por Lusa
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