Glenn Strömberg: «Portugal é favorito mas Suécia vai dar luta»

Glenn Strömberg: «Portugal é favorito mas Suécia vai dar luta»
• Foto: Miguel Barreira

Glenn Strömberg já esteve “dezenas de vezes” no Estádio da Luz, “no antigo e no moderno”, como recorda, mas esta sexta-feira vestirá uma camisola diferente – a de simples adepto da Suécia, apoiando a seleção do seu país frente a Portugal.

“O estádio antigo era imponente, não era?”, questiona o jornalista, recordando a época de 1983/84, em que foi campeão pelo Benfica de Sven-Göran Eriksson, que o fora buscar ao IFK Gotemburgo, onde ambos tinham ganho a Taça UEFA de 1981/82. Mas logo acrescenta: “Este não fica atrás. É impressionante e não me canso de vir cá ver jogos desde o Euro’2004”, confessa o antigo internacional sueco, há vários anos convertido ao papel de comentador televisivo de um canal da especialidade.

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“Faço cerca de 100 jogos por ano e já vim a Portugal imensas vezes. As pessoas na rua muitas vezes reconhecem-me e aí procuro recordar um pouco do Português que aprendi da primeira vez, eu e o Manniche, com a paciência que tinham o Shéu e o Carlos Manuel a ensinar-nos mais do que os palavrões que toda a gente conhece”, confessa, por entre risadas, o sempre bem-disposto sueco.

Análise

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Esta sexta-feira espera ser “tão feliz como naquela época, mas penso que este primeiro jogo não vai decidir nada. Será, certamente, demasiado tático, fechado, com as duas equipas presas à necessidade de não sofrer golos e deixar tudo em aberto para terça-feira, em Solna. Mas se o Zlatan estiver mais inspirado que o Ronaldo, quem sabe’” atrave-se a vaticinar Strömberg.

O antigo médio do Benfica mostra-se um pouco mais sério, quando pondera as possibilidades da sua Suéca eliminar Portugal.

“Toda a gente diz que Portugal é favorito e eu também penso que sim, mas vai ser uma batalha muito dura. Não se podem fiar apenas que o Ronaldo vai decidir sozinho. O pior é que eu penso que ele está picado pelo que Blatter disse e isso poderá prejudicar-nos”, lamentou o antigo futebolista.

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Em qualquer dos casos, diz Strömberg, “o Mundial do Brasil perderá sempre uma grande seleção, seja Portugal seja a Suécia. Há várias outras equipas que lá vão estar sem acrescentar qualquer qualidade à prova, mas as coisas são assim mesmo. É o futebol global”, concluiu Glenn Strömberg.

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