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Hélio Sousa: «Penáltis foram muito treinados»

Houve algum tipo de preocupação específica com os penáltis que acabaram por decidir a final?

HS – Não fomos tão eficazes durante o jogo, mas depois fomos competentes nos penáltis. Foi a terceira situação destas que vivi, depois de ganhar uma e perder outra. Agora voltámos a ter sucesso. Já o tínhamos treinado na primeira fase de trabalho e lá, em todos os treinos, marcámos sempre grandes penalidades. É um contexto impossível de replicar, mas tentámos condicionar os jogadores. Chegaram a estar um minuto à espera da indicação para bater o penálti enquanto tentávamos desestabilizá-los. De certeza que ajudou. Foram emocionalmente muito estáveis e executaram as decisões na perfeição.

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É inevitável lembrar o exemplo de Rúben Neves e Renato Sanches que estavam nos sub-17 há dois anos. Quem são o Rúben Neves e Renato Sanches desta equipa?

HS – Vai depender muito das oportunidades que surgirem e do contexto. Vão estar aptos de certeza. Este ano há dois do Benfica, dois do FC Porto, alguns do Sporting, que já foram jogando nos juniores sendo juvenis. Para o ano são todos juniores e alguns já podem integrar equipas B ou serem mais efetivos nos juniores. O Rúben teve oportunidade aproveitou, mostrou condições e talento. O Renato também. A Seleção sub-19 vai estar no Europeu sem esses dois jogadores e teria outra dimensão, mas ainda bem que não os vai ter porque vão estar em espaços competitivos de maior valor. É um orgulho ver que contribuímos para que eles evoluíssem.

Mas vê jogadores com capacidade para integrar plantéis principais num futuro próximo?

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HS – Nas Seleções, o Diogo Costa já esteve nos sub-18, sub-19 e até num estágio dos sub-21. O Dalot, Gedson, José Gomes, quando eram sub-16, estavam frequentemente nos sub-17. São jogadores que se o contexto os continuar a potenciar, poderão estar num logo no espaço sub-18 ou sub-19. Vai depender de competência e contexto em que estiverem eles poderem dar passos mais largos como os jogadores antes deles. Mas esses atletas servem de motivação e referência, claro.

Por Pedro Gonçalo Pinto
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