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Portugal sem revoluções no onze para não atrofiar os jogadores

Cristiano Ronaldo no treino da Seleção
• Foto: Luís Manuel Neves

A expectativa é enorme para perceber qual será o primeiro onze da Seleção na era Jorge Jesus. Com a titularidade de Ronaldo confirmada, restam 10 vagas para começar a partida com os galeses, sendo que o técnico garantiu que não haverá uma revolução. “Ter pouco tempo de trabalho, chegar aqui e mudar tudo... Até atrofia os jogadores, não vou fazer isso”, garantiu, acrescentando: “Aqueles que já tenham algumas bases comigo, esses vão jogar”.

Ora, com Diogo Costa seguro na baliza, Jorge Jesus deve manter o quarteto defensivo que perdeu (0-1) com a Espanha, com os centrais Renato Veiga e Rúben Dias a serem acompanhados pelo laterais João Cancelo e Nuno Mendes.

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As dúvidas surgem no meio campo. “Não sou treinador de 4x3x3, sou apologista de um médio de cobertura, de um médio que cubra várias valências e ajuda os centrais”, referiu, com Rúben Neves e João Palhinha – que já trabalharam com JJ – a serem os candidatos mais fortes à posição 6. “Ele [Cristiano] posso dizer que será titular, tem estatuto. O outro [João Palhinha] não tem, não posso dizer”, afirmou, com um sorriso.

Uma vez que assumiu ser “um treinador que gosta mais de jogar com um segundo avançado”, a opção de Jorge Jesus deve recair em João Félix para apoiar Ronaldo, reeditando assim as dinâmicas do Al Nassr. Sobram, portanto, três vagas para o meio campo e muitos candidatos, com a criatividade a ser uma prioridade.

“O futebol é arte, não é ciência. Como noutras profissões, a criatividade é o que faz a diferença”, referiu. Seguindo essa linha de pensamento, a opção pode ser colocar João Neves e Bruno Fernandes em posições mais interiores, com Vitinha no vértice mais adiantado do losango.

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Contudo, conforme Jorge Jesus fez questão de frisar, “o futebol atual precisa de muita variabilidade no decorrer do jogo”. “É fácil trabalhar com os meus jogadores porque são inteligentes e podem jogar em posições diferentes das que fazem nos clubes”

Por Nuno Miguel Ferreira
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