Tanto a ganhar e tanto a perder

Tanto a ganhar e tanto a perder
• Foto: Manuel Araújo

É com relutância que se admite o cenário, mas não deixa de passar pela cabeça de todos a possibilidade de a Seleção falhar o Mundial. Um estudo do IPAM quantifica os valores e um painel do Record analisa as consequências de uma hipótese que se deseja que... não passe disso mesmo.

NUNO GOMES (Futebolista internacional)

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«Mau para o futebol não haver Cristiano»

"Cristiano não vai deixar de ser o jogador que é se porventura tivermos a infelicidade de não ir ao Mundial. Tratando-se de quem se trata, sendo uma figura que está permanentemente nas bocas do Mundo por toda e qualquer razão, um Mundial sem um dos melhores jogadores do Mundo seria mau para o futebol em si, para toda a indústria mas obviamente e muito particularmente para o próprio Cristiano Ronaldo. Ele quererá muito estar no Brasil para acrescentar mais uma presença num Campeonato do Mundo e lutar por um grande feito da Seleção. A sua ausência pode ter efeitos a nível pessoal em relação aos títulos para os quais concorre. Provavelmente quando atribuem prémios individuais, levam em conta a carreira na Seleção. Uma eventual ausência poderá ter o seu peso, embora não acredite que seja relevante na avaliação final. Como é natural, todos os jogadores perdem dinheiro se não estiverem num Mundial, não apenas aquele que está associado à performance desportiva mas também o que advém de fluxos financeiros provenientes das marcas. De qualquer modo, Cristiano perderia sempre mais como jogador do que como marca."

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ANTÓNIO OLIVEIRA (antigo selecionador nacional)

«Paulo Bento fica sem condições»

"As pessoas do futebol nem sequer ponderam a hipótese de não estarmos presentes. Estar num Mundial é o máximo dos máximos, uma enorme honra. O prejuízo de uma eliminação afeta não apenas a Seleção, os jogadores, os treinadores, as marcas e os mais diversos agentes, mas também o próprio país. Paulo Bento tem, como todos nós, tudo a perder. Aliás, na cultura que impera no nosso meio futebolístico, se Portugal não se apurar para o Campeonato do Mundo, não estou a ver que hipóteses tem Paulo Bento de continuar na Seleção. Fica sem condições. Ressalvo que não estou de acordo com esse cenário. Acho que um treinador precisa de tempo. Aliás, o ciclo de quatro anos (Euro/Mundial) que passou a ser norma na FPF começou comigo."

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GILBERTO MADAÍL (antigo presidente da FPF)

«Projetos da FPF em stand by»

"Seria uma grande frustração não estarmos no Brasil e o estatuto da Seleção sairia afetado. Haveria efeitos negativos para a FPF, designadamente nas campanhas e projetos que tem desenvolvido. Ficariam em stand by. Seria tempo de “wait and see”. Aliás, o próprio país, que tanto prestígio tem granjeado nos areópagos internacionais graças ao futebol, teria muito a perder."

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NUNO PINTO MAGALHÃES (Diretor de comunicação da Sagres)

«Seleção cimenta a nossa liderança»

"Há 20 anos que a Sagres está ligada à Seleção expressa na inclusão, transversalidade social, alegria, no convívio e na portugalidade. Nessa medida não quantificamos o retorno – em todo o caso marginal – da participação no Mundial. Se a prova fosse em Portugal, então sim o aumento e fluxo de vendas seria notório. No entanto, a Seleção ajuda a cimentar a nossa liderança."

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ANTÓNIO FLORÊNCIO (presidente da associação de jornalistas - CNID)

«Media sem receitas preciosas»

"Se a Seleção não for qualificada para o Mundial, toda a gente perde. Os media deixarão de encaixar receitas que em tempo de crise são preciosas e, obviamente, seriam muito bem-vindas. Uns mais do que outros, todos acabarão por perder, especialmente os homens dos jornais, que irão sofrer com uma ainda maior quebra de vendas, de consequências fáceis de adivinhar."

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