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O selecionador Luís Freire mostrou-se satisfeito pela exibição da Seleção sub-21 diante do Azerbaijão (4-0) e apesar de realçar a falta de eficácia, frisou que nunca deixou de acreditar que a equipa iria conseguir desbloquear a partida.
"Estes jogos, com equipas em bloco muito baixo, com cinco, seis defesas, sete defesas, se for necessário, por vezes, há muitas pernas à frente e é difícil a bola entrar. Nós criámos oportunidades na primeira parte, tivemos ocasiões. Estávamos com alguma falta de espontaneidade, alguma falta de objetividade, mas também foi a falta de eficácia, porque a atitude teve a top. O Azerbaijão não fez um remate, penso que no jogo todo. E nós tivemos muitas situações na primeira parte. Faltava a bola entrar. Foi o que eu disse aos jogadores. Tínhamos de continuar a persistir, continuar com o nosso jogo, mas cada vez com o ritmo mais alto, porque o adversário não ia conseguir estar tanto tempo a defender-se".
O resultado ao intervalo era um nulo no marcador, mas o selecionador estava confiante que o golo ia acabar por surgir e que o jogo seria mais fácil a partir daí. “Ao circular por dentro, por fora, com muitos movimentos a entrar na linha defensiva deles, o golo tinha que aparecer. E foi assim que também surgiu, com um preenchimento da área muito forte, acabámos por fazer o primeiro. A partir daí, no Azerbaijão, as forças caíam um bocadinho. Nós, mais tranquilos também, mais confiantes. O resultado foi-se dilatando, mas principalmente pela vontade, a atitude, a energia, a alegria e a disciplina que os jogadores tiveram, porque não sofremos e estiveram sempre muito concentrados”.
Luís Freire destacou, também, da importância da Seleção sub-21 como preparação para a Seleção principal, e que os jogadores têm de dar o máximo independente se começam no onze ou se começam como suplentes.
"Os jogadores têm qualidade. Quando entram neste espaço, foi o que eu lhes transmiti, isto é um passo na carreira deles, mas é um novo começo. A exigência aqui tem que aumentar obrigatoriamente, porque é o último passo para a seleção A. Aqui, queremos que os jogadores entrem e deem tudo por Portugal. Penso que isso tem sido notório. Independentemente dos jogadores que cá estão, tem sido notória a vontade de quem também entrou agora, por exemplo, deu tudo e mais alguma coisa. Quem veio do banco de suplentes também deu tudo. Joga-se poucas vezes pela seleção nacional. Quando jogamos, temos de aproveitar ao máximo e temos de desfrutar. Porque são momentos únicos na carreira, seja do treinador, seja do jogador. Penso que eles interpretaram muito bem essa mensagem e chegaram ao campo e meteram as ideias em prática. Penso que tivemos muita dinâmica, muita vontade. O resultado foi traduzindo isso. Podíamos ter feito mais golos, mas estou muito satisfeito pela personalidade que a equipa teve".
Segue-se a viagem de regresso a Portugal para defrontar a Escócia, na terça-feira, e o selecionador pediu o apoio dos portugueses, quando faltam quatro jogos para acabar a qualificação para o Europeu sub-21, que vai ser disputado em 2027, na Albânia e na Sérvia.
“Agora temos uma viagem muito longa, 12 horas de viagem. Será importante recuperar deste esforço. Foi um dia também difícil nas condições climatéricas e mesmo nas condições que tivemos aqui, no Azerbaijão. Mas penso que os jogadores vão descansar e vão estar preparados para isso. Vamos olhar para as particularidades do jogo com a Escócia, mas queria, principalmente, reforçar que, com os portugueses ao nosso lado, penso que vamos dar tudo novamente e vamos à procura de mais três pontos, porque a cada três pontos estamos mais perto de ir ao Europeu. Portanto, peço aos portugueses para comparecerem no estádio António Coimbra da Mota”.