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A seleção Sub-21 de Portugal está no último dia de preparação para o encontro com a Grécia, em Guimarães, já nesta terça-feira, adversário que Rui Jorge considera "de um nível superior" às que enfrentou anteriormente para a qualificação para o Euro'2025, fazendo um paralelo com o que Tomás Araújo disse momentos antes, na antevisão.
"A equipa é de um nível superior, como o Tomás referiu. [A Grécia] é uma equipa muito agressiva, com bola principalmente, porque tem um jogo muito direto, que procura profundidade, e acredito que pode ser um jogo muito partido, mais do que normalmente aquilo que encontramos noutros encontros. Conseguem colocar muita gente à frente, também. Acho que vai ser um bom espectáculo do futebol", atirou o selecionador da equipa das Quinas, que está a estagiar em Arcos de Valdevez.
Qual é a disponibilidade dos jogadores para o próximo jogo? E o onze, será igual ao que jogou com a Bielorrússia?
"Temos todos os jogadores disponíveis. Em relação ao onze, não deve estar completamente fechado, porque vamos ter agora o treino. Mas basicamente, estando todos os jogadores disponíveis, ficamos numa boa posição para conquistar a vitória amanhã e isso é que é o mais importante."
Será que jogar bem é o suficiente, tendo em conta que a Grécia é uma equipa mais difícil?
"Mais dificuldades acredito que sim. Mas também acredito que, se estivermos no nosso melhor, conseguiremos trazer uma vitória do jogo. Acredito que, se colocarmos toda a nossa qualidade e superioridade em campo, seremos superiores à Grécia. É preciso mantermos a agressividades que tivemos nos jogos anteriores. Sermos mais serenos com bola e mais precisos do que fomos nos jogos anteriores. Estaremos em boas condições para conseguir uma vitoria."
Os jogadores corresponderam bem às mudanças no onze para a Bielorrússia?
"Sim, os jogadores têm correspondido sempre bem em termos de jogo. Sempre que são chamados à responsabilidade, têm dito presente, e é a principal medida para que tenhamos sucesso durante os jogos."
Nota a dedicação e a adaptabilidade no jogo dos seus jogadores, tendo em conta a capacidade técnica da maioria do grupo?
"Não só a capacidade deles, mas isso facilita muito. Ter bons jogadores facilita e muito o meu trabalho, sem dúvida alguma. E quando eu falo em bons jogadores, falo em jogadores com boas características, que percebem o jogo e têm grande capacidade de dedicação."
Poderá o jogo com a Grécia ser decisivo?
"Não, há muitos pontos em disputa, não é de forma nenhuma decisivo. Será um bom passo, porque houve uma perda de pontos da Croácia e da Grécia, e nós gostamos de só ter vitórias. Aliás, acho que todos nós gostamos de ter só vitórias e voltamos sempre à estaca zero. Há que fazer aquilo que sempre treinamos para fazer em jogo aquilo que nós nos propomos a fazer."
Não será tentar marcar cedo um erro perante a seleção da Grécia?"Isso é uma forma de dizer. Quando os jogadores falam nisso tem a ver com a atitude que têm em campo. Tem a ver com a agressividade, dedicação e foco que colocam em campo desde o primeiro minuto, acho que é nesse sentido. É isso resolver o jogo cedo. Essa atitude e forma de estar é que nos possibilita chegar ao golo. Mas mesmo marcando, não estamos perto da vitória ou não ganhamos o jogo logo de seguida, por isso é subjacente, e a ideia é essa. Entrar concentrados, muito determinados e colocar os princípios que nos regem."
Com o apuramento já feito na seleção A, vê alguns jogadores no seu grupo prontos para serem "pescados" por Roberto Martínez?
"Não sei. Isso será sempre uma decisão do nosso selecionador, e nós vemos sempre com bons olhos a passagem deles para um patamar superior."
Os Sub-21 portugueses enfrentam a Grécia, nesta terça-feira, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, às 19h00.