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O seleccionador Rui Jorge deu expressão ao plano de continuidade em perspetiva após o desempenho que resultou em triunfo (2-0) no jogo de preparação disputado há dias na Roménia, mas também assumiu o grau de exigência superior que a receção à Noruega, agendado para amanhã, na Póvoa de Varzim, vai representar para o conjunto nacional.
"Será um encontro, onde, do ponto de vista defensivo, teremos de ser muito mais pacientes porque teremos menos posse, relativamente ao jogo frente à Roménia. Essa condicionante, para equipas como a de Portugal, que gosta de ter a bola, causa algum desconforto, pelo que temos de estar preparados para uma Noruega com capacidade para nos esconder a bola", comentou Rui Jorge, convicto na criatividade do talento à disposição para dar sequência aos bons resultados: "No que diz respeito à ofensiva compete-nos fazer o habitual, que é procurar os espaços e proporcionar desequilíbrios para conseguirmos criar situações de perigo na defesa adversária".
Avaliação pragmática em função da ambição e qualidade do conjunto nórdico que Rui Jorge também fez questão de reforçar relativamente ao papel de Portugal para a fase final do Campeonato da Europa.
"Não tenho a mesma visão das coisas em relação a uma eventual candidatura ou favoritismo de Portugal. É certo que somos o número dois do ranking, fruto de uma série de bons resultados e, se formos por aí, não tenho muito como negar como nos catalogam e também espero que assim se mantenha por muitos anos, mas para mim o mais importante é sempre o que fazemos para nos mantermos neste lugar", comentou o treinador, para logo de seguida justificar os motivos pelos quais considera que "o resultado do jogo frente à Noruega será sempre secundário": "O que mais me importa agora é a forma como nos apresentamos porque os jogadores nunca estão como nós queremos, pelo que estamos sempre à procura da perfeição e de deixar uma boa imagem do que é o futebol português. Também sinto que não há deslumbramento e que há uma ideia comum. Isso é fundamental porque o desfecho, apesar de nem sempre ser fiel, será sempre uma consequência do nosso papel e de como encaramos cada partida".
Relativamente ao leque de opções à disposição e tendo como ponto de partida uma eventual rotatividade na equipa, relativamente ao jogo na Roménia, de modo a dar minutos de competição a todos os elementos, Rui Jorge apenas esclareceu a disponibilidade do guardião Celton Biai, que esteve a trabalhar com a Seleção principal, e as dúvidas em torno de Nuno Tavares e André Amaro.
"Ainda não sei se o Nuno Tavares poderá jogar. Ontem não fez absolutamente nada porque tem um problema numa unha que é bastante doloroso. Não sei se sequer estará apto para treinar. Vamos esperar até ao último momento porque depende das dores que estiver a sentir. Já o Amaro apresentou com algumas queixas, pelo que vamos reavaliar, na certeza que este não é um jogo para cometer riscos", esclareceu Rui Jorge.
Por Pedro Malacó