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Ainda a venda do Mundial: UEFA ameaça avançar com ação legal contra Infantino

Gianni Infantino, presidente da FIFA, quer expandir o Mundial'2030 de 48 para 64 seleções
• Foto: AP

O escândalo que envolveu a FIFA nos últimos dias promete ainda estar longe de terminar. De acordo com o 'The Telegraph', a UEFA ameaçou Gianni Infantino com uma ação legal e avisou o dirigente suíço que não pode destruir quaisquer provas relacionadas com o seu plano de venda do Mundial. 

"O presidente [Infantino] e a FIFA estão obrigados a tomar medidas imediatas para identificar, localizar e preservar todos os documentos e informações armazenadas eletronicamente descritos neste aviso que estejam na sua posse, custódia ou controlo, ou da FIFA. Estas obrigações surgem independentemente de qualquer política interna de retenção mantida por si ou pela sua organização e sobrepõem-se a quaisquer políticas de rotina de destruição ou eliminação de documentos que de outra forma seriam aplicáveis. A UEFA – bem como outras confederações, associações-membro da FIFA e intervenientes do futebol – condenou veementemente o plano da FFE [FIFA Forward Enterprise] nos termos mais duros possíveis, por ser fundamentalmente incompatível com a adequada governação do futebol. Dado que se prevê com razoável certeza a instauração de processos judiciais, está obrigado a preservar todo o material relevante com efeito imediato", lê-se na carta enviada pela UEFA a Infantino, divulgada pelo jornal britânico.

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A mesma publicação revela que o organismo que rege o futebol europeu endereçou a mesma ameaça a Joshua Kushner, Greg Maffei, à JP Morgan e à OpenEconomic, todos envolvidos no negócio delineado pelo presidente da FIFA.

Recorde-se que o , que termina o mandato em 2031, seria nessa altura tornar-se presidente da 'FIFA Forward Enterprise', uma nova entidade comercial que a organização que tutela o futebol mundialo pretende fundar, avaliada em cerca de 20 mil milhões de dólares.

Esta nova empresa concentrará os principais ativos comerciais, tais como direitos de transmissão televisiva, direitos de patrocínio e direitos comerciais ligados às competições da FIFA, incluindo o Mundial. A ideia passa por vender cerca de 20% do capital a investidores privados e captar mais de 4 mil milhões de dólares e nesse negócio estão envolvidos o banco JPMorgan e o fundo Thrive Eternal, de Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, que é genro de Donald Trump.

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Entretanto, face ao boicote das várias confederações, entre elas a UEFA, e à pressão internacional, a .

Por André Teixeira
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