Sensivelmente dois meses depois de completar 70 anos (a 14 e dezembro de 2013), António Simões resolveu deixar de integrar a equipa técnica de Carlos Queiroz ao comando da seleção do Irão, mas nada se prendeu com qualquer situação ligada à federação iraniana. Record falou com o ex-adjunto de Queiroz e este não escondeu que a recente morte de Eusébio da Silva Ferreira foi um dos acontecimentos que pesou na decisão de voltar a Portugal.
“É verdade que saí. Esta é uma decisão muito privada, pessoal e eu não me sentia bem em não tomá-la. Fiz recentemente 70 anos, e a morte de Eusébio foi um duro golpe para mim, mais duro do que alguém poderá imaginar, porque o Eusébio era como um irmão para mim. E confesso que foi muito difícil regressar ao Irão depois disto. Além disso, tenho uma filha que está quase a fazer 50 anos e que me disse que já ando nesta vida há muito tempo [nas experiências no estrangeiro] e, apesar de ser um cidadão do Mundo, resolvi voltar a Portugal agora”, referiu ao nosso jornal, negando assim que a decisão tenha qualquer outra influência.
Contudo, Simões não tenciona abandonar o futebol. “Continuarei ligado ao futebol, mesmo que não seja no terreno. Fá-lo-ei é no meu país. Posso garantir que não vou desaparecer e que continuarei a dar a minha opinião sempre que para isso for solicitad, pois considero que eu também sou futebol”, garantiu o antigo magriço e campeão europeu pelo Benfica em 1961/62.
"Feito incrível"
Na hora do adeus à seleção iraniana, António Simões mostra-se orgulhoso pelo que foi alcançado.
“Tenho de sublinhar que o principal objetivo para o qual nos propusemos de início foi conseguido: o Irão está no Mundial’2014 e eu quero felicitar todos quantos tornaram possível este sonho que foi tremendamente difícil de alcançar, pois sabíamos que normalmente as equipas do Médio Oriente têm problemas. Parabéns a todos por aquilo que conseguiram, e agora o Irão tem um desafio fantástico pela frente. Repito que foi um feito incrível e sinto-me orgulhoso por ter ajudado o país a chegar ao Mundial’2014”, referiu Simões que trabalhou com Carlos Queiroz na seleção iraniana desde 2011, tendo-se juntado ao compatriota muito pouco tempo depois de este assumir o comando técnico.
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