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Argentina: Marcos Rojo expulso e River vence (2-1) Boca no regresso dos adeptos

Argentina: Marcos Rojo expulso e River vence (2-1) Boca no regresso dos adeptos

Num jogo da 14.ª jornada do Torneo 2021 da Argentina, o River Plate venceu 2-1 o Boca Juniors com golos de Julián Álvarez e celebrou no regresso dos adeptos aos estádios. Para o Boca marcou Carlos Zambrano, na parte final do jogo.

O jogo teve muita adrenalina desde o começo. Aos 15 minutos, o ex-Sporting Marcos Rojo foi expulso por acumulação de cartões amarelos e o River, com o ex-benfiquista Enzo Pérez, ídolo dos Millonarios, assumiu total protagonismo. O Boca, que começou em 4x2x3x1, ficou mais defensivo quando saiu o criativo Edwin Cardona para o ingresso do central Carlos Zambrano.

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Aos 25 minutos, Julián Alvarez, internacional argentino e campeão da América do Sul com Messi, marcou um golaço para o 1-0. Bisou e colocou em 2-0 aos 43 minutos, depois de uma assistência do jovem Santiago Simon. O Boca não pegava na bola nem podia criar situações de perigo junto da baliza de Franco Armani. Carlos Zambrano, quando o jogo estava perto do fim, reduziu para o Boca mas já era tarde.

Regresso dos adeptos

Foi muito especial. O último clássico jogado com adeptos foi em outubro de 2019, quando o Boca venceu 1-0 (Jan Hurtado) na Bombonera, mas o River se apurou para a final da Libertadores, que perdeu depois em Lima contra o Flamengo de Jorge Jesus.

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O último clássico com adeptos no estádio Monumental tinha sido nesse mesmo mês de outubro, na primeira mão das meias-finais da Libertadores, quando o River venceu 2-0 o Boca com golos de Rafael Borré e Nacho Fernández. Esse foi o último clássico jogado no estádio Monumental até hoje.

Já em 2021, o Boca pôde equiparar forças com o River Plate, o rival que virou a história entre eles nos últimos sete anos, com Marcelo Gallardo e principalmente pela final da Libertadores 2018, que ganhou 3-1 em Madrid. A equipa hoje treinada por Sebastián Battaglia, o maior vencedor de títulos no Boca como jogador (17), empatou os quatro jogos do ano contra o River Plate (2–2, 1–1 e 1–1 - vitória nos penáltis, todos em jogos na Bombonera e com Miguel Ángel Russo ainda como treinador - e 0–0, com vitória nos penáltis nos oitavos de final da Copa Argentina. Além disso, o Boca tem uma ideia mais ofensiva do que tinha com Russo até este ser demitido. Por isso, chegaram ao dia do jogo sem favoritismos como em outras oportunidades onde o River encarava os jogos com maiores possibilidades de vencer.

A história deste clásico está também equilibrada com os sucessos dos últimos 10 anos. Os adeptos Xeneizes comemoraram sempre o mês de junho de 2011 quando os Millonarios foram para a Segunda Divisão e os adeptos do River irão sempre comemorar o mês de dezembro de 2018, quando venceram a final da Libertadores em Madrid contra o eterno rival. As músicas dos adeptos têm conteúdo assegurado e o maior clássico do mundo nunca perderá o seu sentido.

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Foi uma semana especial pelo regresso dos adeptos no futebol argentino. Após uma experiência no Argentina-Bolívia (3-0), nas eliminatórias sul-americanas, onde estiveram 22 mil pessoas, hoje o Superclasico teve, oficialmente, 50% de lotação (36 mil adeptos, todos do River Plate já que na Argentina apenas podem ingressar adeptos do dono de casa), mas no estádio Monumental apareceu muito mais público do que o permitido.

Também foi especial já que nos últimos dias Marcelo Gallardo, vencedor de 12 títulos como treinador de River, foi apontado como um dos alvos para treinador do FC Barcelona caso Ronald Koeman saia. El Muñeco só aclarou em conferência de imprensa que não vai falar desse assunto, porque vai respeitar o contrato que tem com River até dezembro.

Os adeptos do River comemoraram a vitória e já pedem pela continuidade do maior treinador de sempre.

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Por Alejandro Panfil. Buenos Aires. Argentina
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