Argentina: O início da revolução

Argentina: O início da revolução

Julio Grondona idealizou e a Associação de Futebol Argentino (AFA), embora sem unanimidade dos clubes, concretizou: hoje arranca o renovado campeonato argentino, pela primeira vez com 30 equipas, naquele que é o primeiro passo de uma revolução que o futebol argentino pretende levar a cabo para igualar, um dia, a organização e logística do futebol europeu. O ex-presidente da AFA lançou as bases em maio de 2014 e viria a falecer no fim de julho, mas o projeto vingou e os clubes acolheram-no com a maior motivação possível: chegaram cerca de 200 novos jogadores à Primeira Divisão, que custaram perto de 22 milhões de euros, valor recorde no país das pampas.

A verdade é que os clubes argentinos deram a volta à crise – grandes como Boca Juniors ou Independiente contrataram oito jogadores – e atacam esta liga de espírito renovado, mesmo sabendo que têm de fazer mais 11 jogos do que estavam habituados (19) desde 1991/92. À Argentina chegaram jogadores bem conhecidos dos portugueses como o ex-sportinguista Torsiglieri (Boca), o ex-benfiquista Pablo Aimar (que só deve assinar pelo River Plate após paragem de três meses, devido a uma operação ao tornozelo direito) ou o ex-portista Alvaro Pereira (Estudiantes). Face a este investimento, os candidatos são mais: além dos eternos Boca Juniors e River Plate, entram na luta o campeão Racing, o reforçadíssimo Independiente e ainda o Estudiantes La Plata. A competição decorre entre hoje e 8 de novembro, parando durante a Copa América (11 de junho a 4 de julho) e em dois fins-de-semana de outubro para eleições.

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Europeização

Se 30 equipas parece muito exagerado para qualquer europeu, também não deixa de o ser para os argentinos. Os passos seguintes estão identificados: em 2016, há um torneio de transição em que descem três clubes e sobe um; em 2016/17, o calendário é à europeia, de agosto a junho, e a partir daí, descem quatro e sobem dois para que em 2018/19 arranquem 22 equipas com uma liga a duas voltas.

O NOVO CAMPEONATO:

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Modelo

A Primeira Divisão é composta por 30 equipas, jogando-se apenas no sistema de uma volta, embora haja 30 jornadas porque é criada uma ronda extra (24.ª) só com clássicos e jogos sorteados para as equipas que não tenham rivais na mesma divisão. É um modelo sem precedentes no futebol argentino.

Despromoção

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Este sistema continua a funcionar segundo a média de pontos/jogos das últimas quatro épocas em vez das anteriores três. Refira-se que, naturalmente, para as dez equipas que subiram à Primeira Divisão só contam os pontos da época atual.

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