_
As federações de Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Ilhas Faroé e Islândia posicionaram-se, através de um comunicado lançado este domingo, contra a liderança de Gianni Infantino, manifestando "sérias preocupações" pela maneira como este tem gerido a FIFA e o futebol mundial.
Na nota em questão, as seis associações nórdicas fazem mesmo um apelo urgente àquele organismo, pedindo que se realize uma "auditoria totalmente independente, por uma entidade externa, aos acontecimentos que envolveram a proposta da FIFA Forward Enterprise".
Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Ilhas Faroé e Islândia juntam-se assim a uma série de outras federações que já tinham retirado o apoio à reeleição de Infantino, como Escócia, País de Gales ou Albânia.
O escândalo na FIFA 'rebentou' quando o jornalista Martyn Ziegler revelou que Infantino pretendia vender parte da participação no Mundial a investidores privados, plano que gerou uma enorme revolta nos vários cantos do mundo. Depois de tudo ter sido tornado público, o dirigente acabou por desistir da ideia.
Leia o comunicado na íntegra:
"As seis associações de futebol dos países nórdicos perderam a confiança no Presidente da FIFA e demonstram sérias preocupações quanto à governação e à tomada de decisões ao mais alto nível dentro da organização.
As associações de futebol dos países nórdicos alinham-se totalmente com a UEFA e com as medidas sugeridas em uníssono pelas suas Associações Nacionais. Esperamos que a FIFA forneça garantias vinculativas de que nunca mais voltará a abrir a sua governação ou as suas competições à propriedade privada.
Apoiamos também a exigência apresentada pela AFC, CONCACAF e UEFA para a realização de uma auditoria totalmente independente, por uma entidade externa, aos acontecimentos que envolveram a proposta da FIFA Forward Enterprise.
Exigimos ainda que a FIFA inicie uma revisão independente e abrangente para aferir se o seu modelo de governação assegura a independência, o controlo e equilíbrio de poderes, a transparência e a responsabilidade que se pretendiam alcançar quando a FIFA adotou o seu programa de reformas em 2016".