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Galatasaray admite faltar à segunda mão das meias-finais da Taça UEFA

O GALATASARAY está a pensar em faltar ao jogo da segunda mão das meias-finais da Taça UEFA, em Leeds, caso os adeptos turcos sejam banidos e impedidos de entrar em Inglaterra, face à morte de dois britânicos em Istambul, vítimas de confrontos físicos no bairro Taksim, na quarta-feira.

Um membro do parlamento inglês foi quem sugeriu sexta-feira a proibição da entrada de adeptos afectos ao Galatasaray no dia 20, o que motivou a seguinte resposta dos dirigentes turcos: ”Se os nossos adeptos não estão autorizados a viajar, porque é que nós vamos? Como é que vamos receber apoio? Esta é a atitude errada”, apontou Turgay Vardar, porta-voz do Galatasaray.

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”A polícia turca trabalhou para criar as melhores condições para os adeptos do Leeds em Istambul, esperemos que as autoridades inglesas façam o mesmo com os turcos”, adiantou Vardar à agência noticiosa inglesa Reuters. Por seu lado, a Duru Turizm, agência de viagem oficial do ”Gala”, anunciou que já tem 90 pedidos de adeptos turcos para o embate da segunda mão.

Caso o Galatasaray não apareça em Leeds, a UEFA irá, por certo, dar uma vitória de 3-0 aos locais, resultado que lhes garante a presença na final da prova, em que podem encontrar os compatriotas do Arsenal ou os franceses do Lens.

Na primeira mão, em Istambul, o Galatasaray ganhou por 2-0 (golos de Sukur e Capone) num jogo tenso, durante o qual os adeptos do Leeds United apelidaram de ”assassinos” e ”escória” aos turcos.

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Durante o jogo, quatro mil polícias garantiram a segurança.

POLÍCIA DETÉM 16 PESSOAS

Entretanto, a polícia turca procedeu à detenção de 16 pessoas supostamente implicadas na morte dos referidos dois ingleses e ainda estão à procura de mais suspeitos, como confirmou um porta-voz das autoridades. Ali Demir, um dos acusados, foi mesmo citado na Imprensa turca como tendo dito que esfaqueara um inglês na véspera do jogo.

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Porém, a polícia de Istambul já emitiu um comunicado, no qual salienta o comportamento provocativo dos ingleses. ”As rixas começaram porque um grupo de cinco/seis adeptos ingleses atacou e insultou pessoas”, segundo o chefe Hasan Ozdemir à agência Anatolian.

UEFA PREOCUPADA

Lennart Johansson, presidente da UEFA, reagiu pesarosamente aos incidentes ocorridos terça-feira em Istambul, durante os quais foram assassinados dois cidadãos ingleses, após confrontos com adeptos turcos. O máximo dirigente da UEFA mostrou-se bastante preocupado, até porque falta pouco mais de dois meses para o início do Euro-2000.

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”Quando pensávamos que estava tudo sobre controlo, temos a prova de que, afinal, não está. Talvez agora as pessoas percebam porque é que a UEFA vai investigar todos os indivíduos que vão comprar bilhetes para a prova”, referiu Johansson, em declarações a uma estação de televisão sueca.

”Este incidente torna ainda mais imperativa a cooperação entre as polícias dos diversos países”, sublinhou o dirigente, que deixou um conselho a todos os quantos se desloquem à Bélgica e à Holanda para assistir aos jogos do Euro-2000: ”Se estiverem perto de sarilhos, virem as costas e afastem-se. Não se metam no barulho.”

NADA DE PÂNICO

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O ministro belga do Interior, Antoine Duquesne, solicitou, por sua vez, o evitar do pânico, na sequência das mortes de Istambul: ”Os incidentes ocorreram muito longe do estádio e muito antes do jogo. Estamos a tomar todas as medidas para evitar problemas no Euro-2000 causados pelo consumo de álcool”.

Refira-se que o assunto foi sexta-feira debatido em Portugal.

R. M. T.

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