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Os jogadores, treinadores e dirigentes do clube argentino Boca Juniors foram esta quarta-feira libertados sob fiança, após 12 horas sob custódia policial em Belo Horizonte, no Brasil, após graves incidentes no jogo de futebol da Libertadores contra o Atlético Mineiro.
A delegação do Boca, composta por cerca de trinta pessoas, deixou a esquadra de Belo Horizonte às 12 horas locais (16h de Lisboa), com destino ao aeroporto da cidade, para regressarem a Buenos Aires, segundo avançou a agência de notícias francesa (AFP).
A comitiva argentina terminou a noite de terça-feira na esquadra de polícia de Belo Horizonte, após incidentes no fim do jogo com o Atlético Mineiro, em que os argentinos foram eliminados na Taça Libertadores de futebol.
Depois de um empate sem golos, resultado idêntico ao da primeira mão, o Boca Juniors foi eliminado no desempate por grandes penalidades (3-1), e, já no caminho para os balneários, num jogo em que se queixaram de um golo mal invalidado, entraram em confrontos e provocaram estragos no túnel de acesso.
Os incidentes levaram à intervenção da polícia militar brasileira, que chegou a recorrer a gás lacrimogéneo, e identificou, através das câmaras de vigilância, oito pessoas da delegação argentina, entre jogadores, treinadores e dirigentes, envolvidas em agressões físicas.
A informação foi avançada pela polícia brasileira, adiantado que os infratores identificados foram chamados para depoimento na esquadra, mas que toda a delegação do clube argentino decidiu comparecer.
Os membros da delegação que não estavam sob custódia dormiram no autocarro do clube, que passou a noite estacionado em frente à esquadra, sob escolta policial.
Os envolvidos nos desacatos estão acusados dos crimes de agressão, lesão corporal ou destruição de propriedade pública.
Quatros dos acusados de lesão corporal assinaram um documento a comprometerem-se a comparecer numa audiência judicial no futuro, antes de serem autorizados a regressar à Argentina, especificou o site de notícias brasileiro G1.
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