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No dia em que se completam dez anos desde a morte de Bobby Robson, a Sky Sports revelou a parte final da sua reportagem especial com José Mourinho, a qual é inteiramente dedicada ao legado deixado pelo malogrado técnico. Mourinho, que durante vários anos trabalhou junto do inglês, puxou a fita atrás e lembrou algumas memórias que tem do "Sr. Robson", a maior parte delas de cariz pessoal.
"O que ele me deu? Não o consigo descrever em palavras e não iria para o campo futebolístico. Iria mais para o que o Sr. Robson era enquanto pessoa, enquanto homem. É dessa forma que o quero recordar. Há muitas memórias de futebol, mas o que quero manter são as que tenho do ponto de vista pessoal. A minha filha, com apenas um ano, eu e o Mr. Robson a vermos futebol na televisão ou o Sr. Robson com ela nos seus braços... Eu a almoçar com ele e ele a nunca deixar-me pagar, porque segundo o que ele dizia 'Tenho mais dinheiro do que tu e menos tempo para viver do que tu, por isso não tens de me pagar nenhum almoço'. E nunca lhe paguei um único almoço", começou por recordar.
"Lembro-me também de quando o Sr. Robson entrou no campo de treinos a dizer 'O que vamos fazer hoje? Que treino vamos fazer? É que hoje estou focado no jogo de golfe que vou ter depois disto, por isso as decisões serão tuas. Depois de uma derrota, por exemplo, dizia-nos 'Não fiquem tristes. Pensem só que no outro balneário os outros tipos estão a saltar de felicidade, por isso fiquem felizes por eles", lembrou.
"O Sr. Robson não me vem à memória apenas pelas táticas, treinos ou pelo método. Vem-me à memória pela pessoa que era. É incrível aquilo que ele representa para as pessoas e para mim é difícil falar sobre ele. Creio que o mais importante num treinador é o seu carisma. Vem à frente de tudo, tanto das qualificações académicas, da experiência, do conhecimento, das estratégias... Podem dizer inúmeras ciências que neste momento podem melhor um treinador, mas acima de tudo está o carisma. E se querem um exemplo de carisma o Sr. Robson certamente tem de estar nessa discussão. Foi um treinador com carisma há 50, há 30, há 10 e seria em 2030...", finalizou.
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