O participação de atletas russos e bielorrussos com os respetivos símbolos nacionais nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina'2026 promete relegar as proezas desportivas para segundo plano e inflamar a cerimónia de abertura, marcada para sexta-feira.
Nesse dia, pela primeira vez desde a invasão da Rússia à Ucrânia, com o apoio da Bielorrússia, em fevereiro de 2022, as bandeiras de ambos os países agitar-se-ão durante a cerimónia de abertura, na arena de Verona - que os ucranianos irão boicotar -- motivando um incontido volume de críticas, a começar pelo anfitrião dos Jogos.
Os seis atletas da Rússia e quatro da Bielorrússia aos quais foram atribuídas vagas pelo Comité Paralímpico Internacional (IPC) para participar nos Jogos, entre sexta-feira e 15 de março, já não necessitarão de disputar a competição com símbolos neutros, um precedente que outros organismos desportivos poderão seguir.
A Ucrânia não escondeu a indignação logo após o anúncio do IPC de autorizar a participação dos atletas russos e bielorrussos com os hinos e as bandeiras nacionais, em 17 de fevereiro, e rapidamente foi secundada no boicote por República Checa, Finlândia, Polónia, Estónia e Letónia.
A Itália não foi tão longe, mas ofereceu "apoio incondicional" aos ucranianos e pediu ao IPC que "reconsiderasse a decisão", enquanto o comissário para a Justiça Intergeracional, Juventude, Cultura e Desporto, Glenn Micallef, optou por não marcar presença em Verona.
"Entendemos que muitos países estejam descontentes com esta decisão, mas foi tomada através de um processo muito democrático", referiu o IPC à AFP em 20 de fevereiro, lembrando que a possibilidade de a Rússia e a Bielorrússia voltarem a estar representadas nos Jogos Paralímpicos de Inverno tinha sido aberta em setembro do ano passado.
Este foi o argumento utilizado pelos comités nacionais de vários países para justificar a presença na cerimónia de abertura, apesar de condenarem a invasão da Ucrânia e de se oporem ao regresso dos símbolos russos e bielorrussos às competições desportivas, como a França e o Canadá.
O presidente do organismo paralímpico, Andrew Parsons, observou que os representantes daqueles dois países "devem ser tratados como quaisquer outros atletas paralímpicos de outras nações" e pediu que a cerimónia de abertura "não seja politizada", ainda que não se perceba como isso será possível.
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