No meio do nada à espera do campeão: título croata obriga a operação logística peculiar

Dínamo Zagreb está na luta mas o Rijeka tem vantagem

Tal como em Portugal, também o título na Croácia se decidirá na última jornada. Contudo, há duas diferenças: primeiro, a luta é entre 3 equipas (Rijeka, Dinamo Zagreb e Hajduk Split); segundo, os dois primeiros estão empatados em pontos (62, contra os 60 do 3.º colocado) e a decisão pode ser mesmo até à última. A única boa notícia para os responsáveis federativos é que o critério de desempate é claro: havendo igualdade, seja a 2 ou a 3, o campeão é sempre o Rijeka.

Dizemos boa notícia porque, tal como em Portugal, o presidente federativo pretende estar presente na entrega do troféu e isso vai obrigá-lo a uma operação logística algo complexa, especialmente considerando que entre Rijeka e Zagreb há 170 quilómetros de distância e que, por outro lado, o Hajduk joga a Sul, em Sibenik, a mais de 300 quilómetros da capital.

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Por isso, para facilitar o processo, a HNS já traçou um plano: o presidente federativo (Marijan Kustic) e uma comitiva do organismo vai estar entre Rijeka e Zagreb, literalmente no meio do nada, junto à entrada da autoestrada A6, na remota cidade de Bosiljevo. Isto, claro, munidos de equipamentos que permitam seguir a transmissão das partidas em tempo real. Será ali, acompanhado certamente de muita segurança, que terá também a taça de campeão e também as medalhas para entregar aos jogadores.

Aspeto importante - lógico, mas importante referir neste contexto -, segundo o mesmo jornal: "assim que for claro quem é o campeão, irão arrancar de carro e ir o mais depressa possível, dentro dos limites permitidos, até à cidade e estádio dessa equipa". Aspeto importante: "dentro dos limites permitidos". Portanto... nada de passar dos 130 km/h!

Deverá ser aqui, numa estação de serviço próxima de Bosiljevo, que o presidente da Federação seguirá os jogos
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Chegou a ponderar-se o uso de um helicóptero para facilitar as coisas, mas essa possibilidade foi descartada, ainda que não seja conhecida a razão para tal decisão.

Caso aconteça uma surpresa na última ronda, com o Rijeka e o Dinamo Zagreb a perderem (diante do Slaven Koprivnica e do Varazdin, respetivamente) e o Hajduk ganhar, a comitiva da HNS terá a missão de fazer quase 300 quilómetros até sul, devendo lá chegar pelo menos duas horas e meia depois do apito final. Isto se não houver muito trânsito...

Se não houver essa surpresa, então Kustic e a restante equipa terão apenas de fazer cerca de 90 quilómetros para chegar ao palco do jogo do campeão.

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Tudo para definir no domingo, a partir das 16 horas de Lisboa.

Por Fábio Lima
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