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"É um mundo cheio de m...". É desta forma que Pablo Osvaldo, jogador que já passou pelo FC Porto, justifica a decisão de abandonar o futebol. Aos 30 anos - e depois de passagens por 12 clubes diferentes - o avançado italo-argentino, internacional pela 'squadra azurra', decidiu trocar o futebol pela música e, em entrevista à Fox Sport, garante não se arrepender da decisão.
Uma carreira que caiu a pique
Numa carreira pautada pelas excentricidades, pelo mau feitio e por episódios de indisciplina, dificilmente se esperaria um final diferente para a carreira de Pablo Daniel Osvaldo. O jogador nascido em Buenos Aires e formado no Huracán teve, ainda assim, um período dourado no futebol europeu. Após uma grande temporada no Espanyol (20 golos em 44 jogos), Osvaldo transferiu-se para a Roma, de Itália. Mais duas boas épocas, na capital italiana (28 golos em 57 jogos), pareciam catapultar Osvaldo para a elite dos avançados europeus, mas, a partir daí, começaram as 'Osvaldisses'.
Depois da passagem pela Roma, a carreira do 'Johnny Depp do futebol' nunca mais foi a mesma. Osvaldo explica: "nos últimos anos dei conta de que não era o meu mundo". O avançado reconhece que o futebol lhe "deu tudo na vida", mas garante que "isso não é tudo".
O avançado que jogou no FC Porto, em 2015 (após passagens pouco felizes por Southampton, Juventus, Inter e Boca Juniors), falou da liberdade de ser músico. "Bem, deixa-me fumar um 'puchito' (cigarro), que é algo que agora já posso fazer", exemplificou Osvaldo.
A nova vida do 'bad boy'
"Dei conta de que [o futebol] me fazia infeliz e decidi dizer 'basta'", concluiu o italo-argentino que, quase 300 jogos, 87 golos e 14 internacionalizações depois de ter aparecido para o futebol, decidiu fazer 'morrer' o futebolista e nascer o músico.