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Neste mercado de transferências, e na ressaca do Mundial'2026, têm sido os selecionadores alguns dos grandes protagonistas: Jorge Jesus já 'assinou' por Portugal, Klopp foi apresentado ao leme da Alemanha, mas Itália continua com o chamado... berbicacho. Depois de ter ouvido o não de Pep Guardiola, a Federação Italiana de Futebol estaria perto de chegar a acordo com Andrea Pirlo para a sucessão de Gennaro Gattuso no comando técnico da seleção, mas um problema diplomático 'atravessou-se' no caminho - foi embaixador da Fonbet, principal casa de apostas russa - e o antigo jogador foi excluído, situação que Pirlo veio agora esclarecer publicamente.
"Ao longo da minha carreira, primeiro como jogador e hoje como treinador, sempre desempenhei a minha atividade no pleno respeito pelas leis dos países onde trabalhei e pelos contratos que assinei. A colaboração profissional objeto das recentes polémicas nasce no âmbito do meu percurso de trabalho nos Emirados Árabes Unidos e é exclusivamente de natureza comercial e desportiva. Atribuir a essa colaboração um significado político significa atribuir-me convicções que nunca expressei e que não me pertencem", escreveu numa longa mensagem publicada na sua conta de Instagram, deixando ainda uma 'declaração de amor' à squadra azzurra... e a bola do lado da federação: "O amor por Itália não depende de um cargo. Faz parte da minha história, da minha identidade e continuará a acompanhar-me, sempre".
Com a saída (aparente) de cena de Pirlo, Antonio Conte e Roberto Mancini estarão agora na frente da corrida para o cargo.
Leia a mensagem na íntegra:
"Nos últimos dias, assisti com grande amargura ao debate que se desenvolveu à volta do meu nome e da possibilidade de assumir o cargo de selecionador nacional da equipa italiana.
Por respeito às instituições, à Federação e a todas as pessoas envolvidas, optei até agora por manter o silêncio. Considero, no entanto, meu dever esclarecer alguns aspetos.
Ao longo da minha carreira, primeiro como jogador e hoje como treinador, sempre desempenhei a minha atividade no pleno respeito pelas leis dos países onde trabalhei e pelos contratos que assinei. A colaboração profissional objeto das recentes polémicas nasce no âmbito do meu percurso de trabalho nos Emirados Árabes Unidos e é exclusivamente de natureza comercial e desportiva. Atribuir a essa colaboração um significado político significa atribuir-me convicções que nunca expressei e que não me pertencem.
Quero agradecer a Maldini e a Leonardo pela estima e confiança que me demonstraram. Conheço a sua competência, a sua seriedade e o amor que sempre dedicaram ao futebol italiano.
Lamento que uma escolha de caráter desportivo tenha sido rapidamente arrastada para um confronto público que acabou por atribuir à minha pessoa significados e intenções que não são meus.
O amor por Itália não depende de um cargo. Faz parte da minha história, da minha identidade e continuará a acompanhar-me, sempre."