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A polícia sul-coreana anunciou ter realizado buscas esta quinta-feira nas instalações da federação nacional de futebol, no âmbito de um inquérito sobre as condições de nomeação do selecionador da equipa masculina, eliminada na primeira fase do Mundial 2026.
A polícia levou a cabo "operações de busca e apreensão" nos escritórios da federação sul-coreana de futebol, disse um porta-voz da polícia à agência France-Presse (AFP).
As forças de segurança procuram determinar se ocorreu uma "obstrução" ao normal decorrer do processo de nomeação de Hong Myung-bo em 2024, acrescentou o porta-voz.
Segundo a imprensa local, as autoridades estão a tentar apurar se altos responsáveis da federação intervieram indevidamente na sua designação, possivelmente em violação das regras da organização. Contactada pela AFP, a federação não quis prestar declarações.
Hong, de 57 anos, colocou termo ao segundo mandato à frente da seleção sul-coreana no final de junho, no seguimento de um novo fracasso pesado num campeonato do mundo de futebol como selecionador, tal como já tinha acontecido no Mundial 2014.
No final de julho, Hong afirmou a uma comissão parlamentar que assumia a "total responsabilidade" por esta eliminação.
O Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, atribuiu o insucesso às "pessoas incompetentes" promovidas a cargos de direção, numa declaração a aludir ao "sectarismo" que estaria a manchar o recrutamento ao mais alto nível da modalidade.
Após uma vitória promissora frente à República Checa (2-1), a equipa sul-coreana acabou por ser derrotada pelo México e pela África do Sul, em ambos os jogos por 1-0, terminando com um saldo de três pontos insuficiente para passar à próxima ronda da competição.
Antigo capitão da seleção, Hong Myung-bo é considerado um dos melhores jogadores da história do país. No Mundial 2002, disputado em casa e em que a Coreia do Sul alcançou as meias-finais, o defesa conquistou a Bola de Bronze, que distingue o terceiro melhor jogador do torneio.
Por Lusa