São Caetano à beira da história

O São Caetano está a um pequeno passo de conquistar, pela primeira vez na sua história, a Taça dos Libertadores, a prova de clubes de maior prestígio da América do Sul. Na madrugada de ontem, a formação dirigida por Jair Picerni, ex-técnico do Nacional da Madeira, foi a Assunção, no Paraguai, derrotar o Olímpia, por 1-0, bastando-lhe agora empatar dia 31, em São Paulo (no Pacaembu), para arrebatar o troféu e qualificar-se para disputar a Taça Intercontinental frente ao Real Madrid.

Nem mesmo o facto de actuar perante os adeptos rivais, que lotaram o recinto, inibiu o até há pouco tempo desconhecido conjunto paulista, que marcou duas vezes nos primeiros oito minutos. No entanto, os tentos foram bem anulados por foras-de-jogo de Aílton e Somália.

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A equipa paraguaia não se conseguia impor e só muito raramente criava perigo junto da baliza do "Azulão". Já os brasileiros conseguiam colocar em dificuldades a defesa anfitriã e Somália, aos 32 minutos, chegou mesmo a mandar uma bola à trave.

O encontro acabou por ficar definido aos 61 minutos: Russo efectuou uma grande jogada pela direita, fez um "túnel" ao defesa do Olímpia e centrou para a área, onde Aílton, de cabeça, não perdoou.

Contidos

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Apesar do triunfo, o técnico Jair Picerni preferiu colocar "água na fervura" quanto às boas perspectivas que se abrem ao seu conjunto.

"O primeiro degrau já passámos mas agora temos de nos concentrar para a partida final. É a nossa vida que está em jogo nessa decisão", afirmou o homem que levou o conjunto paulista a dois finais do Brasileirão.

Ontem, a equipa regressou ao Brasil e gozou uma folga, voltando hoje ao trabalho. O São Caetano vai efectuar um estágio em Atibaia, no interior paulista, para fugir "ao clima do 'já ganhou'", como referiu o presidente Nairo de Souza.

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Aílton, ex-Benfica, foi 'herói' do jogo

Aílton foi o "herói" da partida ante os uruguaios do Olímpia, ao apontar o tento solitário que garantiu o triunfo do "azulão". Hoje com 33 anos, Aílton passou pelo Benfica, em 1992/93 e 93/94, notabilizando-se como um viperino atacante.

Nesta altura, joga mais recuado, pela esquerda, por força de alguma veterania. "Marquei o golo e senti-me fraco. Pedi para ser substituído para não atrapalhar os meus companheiros. Preferi pensar no colectivo", vincou o jogador, no final do encontro.

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