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Scaloni diz que título mundial traz pressão adicional: «Vai custar ainda mais»

• Foto: EPA

Na sua primeira conferência de imprensa na Argentina após ter sido campeão do mundo, Lionel Scaloni falou no prédio de Ezeiza e antecipou os dois jogos particulares da sua seleção contra o Panamá, no estádio Monumental do River Plate, e Curaçao, no estádio Madre de Ciudades de Santiago del Estero.

"Para os que tiveram a oportunidade de estar nas ruas da Argentina, sinto uma alegria muito grande porque as pessoas estão felizes e olham para os jogadores como heróis. Estamos felizes porque demos uma alegria e essa alegria fica", começou Scaloni no prédio da AFA em Ezeiza.

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"Agradeci aos jogadores pelo Mundial, mas devemos continuar. A seleção argentina precisa continuar e vai custar ainda mais, porque os rivais querem sempre ganhar-nos e agora será ainda maior o desejo de nos bater", agregou o treinador, que renovou o seu contrato até o Mundial'2026.

"Gosto de a seleção argentina como sendo de todos. Ver essa alegria e entusiasmo como se fosse a primeira vez. Eu gosto sentir que os jogadores são dos adeptos", contou, sobre a identificação do público argentino com esta equipa que conseguiu o Mundial após 36 anos.

Em relação a individualidades, Scaloni lamentou os que vão ficar de fora. "Lamento a ausência de Alejandro Garnacho e Papu Gómez. Farei todo o possível para que o Gómez esteja um ou dois dias connosco. Espero que Garnacho possa estar na próxima convocatória".

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Não há sentimento de superioridade

Por outro lado, o selecionador argentino refutou a ideia de que esta seleção argentina seja melhor do que as outras. "É uma parvoíce pensar que esta equipa é melhor do que as outras seleções argentinas campeãs do Mundo. São todas campeãs. É um debate que não tem sentido algum". "Nós temos de fazer o nosso trabalho. Assim será também contra o Panamá. Somos campeões do mundo, mas não podemos fazer o que queremos".

"Penso que o mais importante numa seleção é que todos dão o máximo esforço. Dou a entender que sou um deles e que não há ninguém acima do grupo. Penso que todos os treinadores fazem o mesmo, mas aqui os jogadores remam todos na mesma direção", disse sobre o seu percurso como treinador que começou em 2018. "Todos os que foram parte do processo da seleção são merecedores deste título e devem sentir-se parte", agregou sobre o novo processo até o próximo Mundial.

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Por Alejandro Panfil
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