Leonardo Jardim admitiu esta terça-feira a importância do encontro de amanhã com a Juventus, mas o técnico do Monaco sublinhou que a decisão desta meia-final da Liga dos Campeões será apenas em Turim. Por isso, mostrou-se confiante quanto às possibilidades da sua equipa, pedindo um esforço suplementar aos seus jogadores.
"Estou sempre otimista, porque se o treinador não é o primeiro a estar, a mensagem não passa para os jogadores. O que peço sempre a este nível é que desfrutem do momento, tenham atenção à nossa organização e que deem tudo o que puderem durante os 90 minutos. Não pode ficar nada, porque depois acabou. Durante o jogo, é preciso dar a vida se for necessário", salientou o técnico português na antevisão da partida.
"Amanhã será um jogo muito importante mas a decisão será em Turim. Não podemos sofrer golos, mas tenho a certeza que marcaremos em casa deles. Fizemos três ao City, três ao Dortmund, também marcámos ao Tottenham, equipas de alto nível. É importante sair daqui com uma vitória", acrescentou Jardim, de 42 anos.
O português deixou ainda elogios ao rival. "A Juventus tem uma cultura vencedora. E têm uma equipa muito bem organizada defensivamente, atlética. Na frente é também muito forte e não precisa de criar muitas oportunidades para marcar. Com uma ou duas ocasiões pode fazer a diferença. É também perigosa nas bolas paradas e tem muita experiência", lembrou.
Jardim sublinhou ainda as diferenças em relação ao Dortmund e ao City, duas equipas mais ofensivas. "A Juventus é muito atlética defensivamente e eficaz no ataque. Precisamos de ter atenção nas transições e nas bolas paradas. Temos também de ser mais rápidos nas saídas para o ataque, porque quando a defesa está bem posicionada, é difícil aproximarmo-nos da sua área", acrescentou, desvalorizando o que a Juve fez diante do Barcelona.
Quanto ao eventual cansaço do Monaco devido à acumulação de jogos, Leonardo Jardim acredita que a sua equipa não terá problemas neste aspeto. "Creio que estaremos a 100 por cento. A fadiga física é importante, nós somos a equipa que mais jogos fez na Europa. Mas, no futebol, o mais importante é a fadiga mental. É a capacidade de que uma equipa precisa para jogar os encontros importantes no fim da época. É preciso ter sempre intensidade mental para jogar, e não simplesmente desfrutar. Os jogadores são preparados para chegar a este momento com esta frescura mental. É preciso jogar sempre no limite para ganhar", frisou.
"O Monaco precisa de continuar, de não mudar nada, seja no campeonato ou na Liga dos Campeões. Não é o momento de pensar nos outros ou de pensar que está tudo feito. Ainda não está nada feito, está tudo por fazer", concluiu.