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Nápoles está a 90 minutos de bater o seu recorde na Liga dos Campeões

• Foto: Action Images

O Nápoles está a 90 minutos (ou 120) de atingir pela primeira vez os quartos de final na Taça/Liga dos Campeões. O que tem de acontecer? Segurar no Diego Armando Maradona, frente ao Eintracht Frankfurt, a vantagem (2-0) amealhada no Deutsche Bank Park. "Sentimos que estamos diante de um acontecimento histórico para o clube. Esta é a nossa primeira final da época. Não somos presunçosos. Já quase todos nos colocam nos ‘quartos’ mas estamos apenas focados neste jogo. O apuramento continua 50/50. Não nos esqueçamos de que o Frankfurt ultrapassou um grupo forte onde estavam o Tottenham, Marselha e Sporting. Portanto, temos que manter-nos ‘esfomeados’ e tratar de fazer o nosso trabalho", afirma Luciano Spalletti.

O Eintracht mantém vivo o sonho de uma reviravolta. "Podemos marcar três golos de rajada, ou sofrer três de rajada, ou ir a penáltis. Não quero parecer excessivamente otimista, mas temos os objetivos definidos", diz Oliver Glasner, que não conta com Kolo Muani e Lindstron. Preocupação está a provocar a chegada de 400 adeptos do Frankfurt, que se terão aliado aos ultras da Atalanta. Confusão à vista, claro.

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'Kvara' e o sonho contínuo

Em época de estreia no Nápoles, o georgiano Kvaratskhelia tornou-se-se de imediato uma das figuras da equipa. Com 13 golos (dois na Champions) e outras tantas assistências (quatro na Europa), o craque de 23 anos admite o deslumbramento. "Desde que cheguei sinto-me como se estivesse num sonho", referiu ao ‘The New York Times’. "Mas tive muito cedo que me focar, lembrar -me de que não era um sonho, que era a realidade, e tive que encontrar a força em mim próprio para viver com isso", acrescentou.

"Estou grato pelo carinho que as pessoas me demonstram. Isso também serve de motivação e inspiração. É uma grande responsabilidade. Tenho que provar em todos os jogos que posso fazer o que esperam", lembrou ainda ‘Kvara’, sublinhando: "A liberdade é a minha assinatura. É algo que reconheço em mim próprio, porque amo o que faço. Quando estou a jogar, isso embala-me..."

Por Nuno Pombo
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