Rui Vitória espera um "jogo difícil" frente ao Benfica amanhã, na Luz, na 2.ª mão da 3.ª eliminatória da Liga dos Campeões (20 horas). Esta segunda-feira, em conferência de imprensa, o treinador português do Spartak Moscovo abordou igualmente a sua situação no clube russo.
Que abordagem vai ter o Spartak para este jogo? "Evidentemente que nós estamos num resultado desfavorável, tornou-se mais difícil para nós. Mas também sabemos que desistir não faz parte do nosso vocabulário. Vamos lutar por esta eliminatória. Será difícil, frente a um bom adversário. Mas amanhã vamos lutar por esta eliminatória."
JJ disse que sabia qual seria o esquema tático. "Nestas questões acabamos por não ter quase nada a esconder. Nós sabemos que equipa o adversário pode apresentar e o mesmo acontece ao contrário. Amanhã vamos tentar lutar por esta eliminatória. Evidente que será fora e que o resultado já é diferente. A abordagem será naturalmente diferente".
Continuidade no Spartak Moscovo em risco? "São coisas que não fazem sentido. Houve uma série de peripécias no clube nos últimos dias, mais concretamente ao redor do clube, mas eu sou um treinador profissional, não sou de desistir ou de abandonar porque as coisas não vão bem. Essa questão nem se coloca. Tenho um contrato de dois anos. Gosto de estar na Rússia e no Spartak Moscovo."
Spartak apresentou dificuldades pelas laterais. "Estamos a falar de uma equipa que tem dinâmicas muito interessantes. Com outros jogadores ou com outro sistema, poderia acontecer na mesma. Têm jogadores que têm muita qualidade na receção. O jogo na primeira mão foi muito repartido. E o golo acabou por ter muita importância. Fica a segunda parte, onde nós tivemos mais dificuldades. Aquilo que o Benfica queria era fazer um golo fora e estar em vantagem. Estamos a defrontar uma grande equipa, para mim, deste grupo, a equipa mais forte. A nossa equipa ainda não tem esses minutos adquiridos (de Champions). Amanhã será um novo jogo e uma nova realidade."
Regresso ao Estádio da Luz e dos adeptos. Que receção espera? "Nem sequer penso muito nessas questões. É evidente que passámos aqui momentos muito bons e históricos para o Benfica. É normal que queiram que a sua equipa ganhe, como na Rússia foi. Tenho um apreço muito grande. O Benfica vai querer muito passar. Só vai passar um. Ou fica uma equipa portuguesa ou fica um dos treinadores portugueses. Não é algo que influencie."
Instabilidade no clube e objetivos do clube. "Estamos preparados, sabemos que essas são as soluções que podem existir: ou com três centrais ou com uma linha de quatro defesas. Quando estamos num clube com uma dimensão muito elevada, não podemos desgastar energias com coisas que não interessam. Nestes últimos tempos, tem existido no Spartak esse envolvimento desagradável. Já disse isto na Rússia. Não é agora que eu vou arranjar desculpas para isto. Estamos a falar de um grande clube, é necessário estabilidade e que as pessoas fiquem todas juntas. Os jogadores não são máquinas, que ouvem, que leem e que sentem. Isso condiciona de certa forma, mas não vamos focar nisso. Objetivos? Somos uma equipa que vai disputar o campeonato, certamente. Em termos externos, falta-nos dar uma resposta mais eficaz na Liga dos Campeões."
Opções para os jogos. "São discutidas quando se perde. Muitas vezes, um golo no último minuto é suficiente para as opiniões mudarem. Acredito em todos os jogadores. Se às vezes escolho um jogador ou outro tem a ver com o contexto do próximo jogo. Já perdi por não fazer alterações e por fazer. Temos de ter uma visão muito fria do jogo, temos de gerir as emoções. Amanhã o jogo tem de ser ganho com parte do coração e parte da cabeça. Reafirmo: vamos defrontar uma belíssima equipa, com jogadores experientes, que está na vantagem do marcador, mas nós somos pessoas de ir à luta, de trabalho e de rigor".
Por Record