Ainda a digerir a vitória do Botafogo diante do PSG, no Mundial de Clubes (1-0), Renato Paiva revelou ao Globoesporte as palavras que Gonçalo Ramos, internacional português da equipa francesa e que foi por ele treinado no Benfica, lhe dirigiu no final do encontro.
"Mister, eu detesto perder, mas se tiver que perder, que seja assim para si. Estou muito feliz por si, porque merece muito o que está a acontecer", revelou o técnico luso do Botafogo, sublinhando que considera "absolutamente normal" o 'fenómeno' a que se assiste neste Mundial de Clubes onde adeptos de outros clubes estão a torcer por emblemas brasileiros.
"Na forma como eu vejo o desporto, acho isso absolutamente normal. Sempre torci pelo Benfica e queria sempre que o Benfica ganhasse nas competições portuguesas. Mas quando eram competições europeias, queria que os clubes portugueses ganhassem, porque era bom para Portugal. Vejo o desporto dessa forma. E entendo que o verdadeiro adepto, que ama o futebol e o seu país, e que não fica nada atacado na sua paixão pelo seu clube específico em valorizar o outro mesmo que seja rival, só o torna mais nobre. Perceber, de facto, se há um adepto que vive no Brasil, e é brasileiro a princípio, que é uma marca que está a ser divulgada diante do mundo todo. Enquanto brasileiro, acho que é um momento de orgulho para todos. Depois, há os 'antis', mas isso haverá no futebol como há na sociedade. Hoje, infelizmente, podes fazer 50 coisas ótimas. Se fazes uma que não é tão boa, é essa que vai vender, repercutir e ganhar dimensão. Não é um problema do futebol, mas da sociedade, e o futebol não se dissocia. A nossa sociedade hoje está assim, tal como o imediatismo. Hoje o Renato Paiva é um génio, há três dias era um burro. Hoje o jogador X é fantástico, há três dias era perneta. Isso é a sociedade em que há um desporto paralelo a todos os desportos, que é o desporto da razão. Quero ter a razão à força, diga o que disser. Muitas vezes, fala-se contra o seu clube, 'até espero que não tenha êxito, para que eu tenha razão'. Isso é um mal da sociedade que não sei como vai ser corrigido. Mas sei como nós, Botafogo e grupo, vivemos com isso: fechados, não ouvindo absolutamente nada que te ponha na Lua ou cá em baixo. Precisamos de equilíbrio. E, até já contextualizando, precisamos de jogar o último jogo e ganhá-lo e passar de fase, o que ainda não fizemos", afirmou.
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