Sindicatos de jogadores avançam com processo judicial contra a FIFA

• Foto: Reuters

O novo Mundial de Clubes lançado pela FIFA, que terá a primeira edição no verão do próximo ano – com a participação de Benfica e FC Porto –, está longe de agradar aos clubes, mas principalmente aos jogadores. Por isso, os sindicatos de futebolistas profissionais de Inglaterra (PFA) e França (UNFP), com o apoio da FIFPRO, avançaram com um processo judicial contra o organismo máximo do futebol mundial, apresentando esta quinta-feira uma queixa no Tribunal do Comércio de Bruxelas para contestar o calendário "unilateralmente estabelecido" pela FIFA, argumentando que a prova um encargo adicional inaceitável para os jogadores.

"Acreditamos que estas decisões violam os direitos dos jogadores e dos seus sindicatos ao abrigo da Carta dos Direitos Fundamentais da UE, ao mesmo tempo que violam potencialmente a legislação da UE em matéria de concorrência", lembrou a FIFPRO em comunicado. A UNFP e a PFA solicitaram ainda que o caso seja remetido para o Tribunal de Justiça da União Europeia. "Os jogadores e os seus sindicatos têm sublinhado sistematicamente que o atual calendário do futebol está sobrecarregado e é impraticável", defendem.

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Este processo surge depois de, no início de maio, a FIFPRO e a Associação Mundial das Ligas de Futebol já terem ameaçado a FIFA com uma ação judicial. E os representantes dos futebolistas acusam a entidade presidida por Gianni Infantino de ter "prosseguido um programa de expansão das competições apesar da oposição dos sindicatos de jogadores", referindo-se neste caso à passagem do Mundial de Clubes de sete para 32 equipas.

"Os jogadores mais requisitados fazem agora parte de um calendário interminável de jogos e competições para o clube e para o país, com os seus limites a serem constantemente ultrapassados através da expansão e da criação de novas competições", afirmou o diretor-geral da PFA, Maheta Molango. Os dois sindicatos falam ainda numa possível violação do direito dos trabalhadores europeus a "negociar coletivamente os seus termos e condições de emprego" e do seu direito a "condições de trabalho saudáveis e amigáveis".

A FIFA não comentou o tema, mas o organismo já garantiu anteriormente que o calendário foi aprovado pelo Conselho Diretivo, que inclui representantes de todas as confederações continentais, incluindo a UEFA. E argumenta que realizou uma consulta alargada, rejeitando a ideia de que tenha imposto esta calendarização.

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Por Record
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