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Dois anos depois de perder a Supertaça Europeia para o Real Madrid (2-0), o Sevilha apresenta-se em Trondheim de cara lavada para o reencontro com os merengues. Desde o jogo em Cardiff, assinalado pelo bis de Cristiano Ronaldo – determinante para o português ganhar pela primeira vez na carreira este troféu –, a equipa da Andaluzia operou uma mudança radical de ‘visual’. Do onze inicial apresentado então por Unai Emery (também ele deixou o Sánchez Pizjuán), só restam Carriço, Nico Pareja e Vitolo, aos quais se junta Iborra, suplente em 2014. De resto, já saíram todos, entre eles Beto, reforço para a baliza do Sporting esta temporada.
Um contraste com o Real Madrid, de partida para a Noruega com a grande maioria dos jogadores que conquistaram em Cardiff a segunda Supertaça Europeia da história do clube espanhol. A verdadeira exceção é Casillas, agora a defender a baliza do FC Porto, pois Coentrão, Ronaldo e Pepe seguem de blanco, embora falhem a final de amanhã por questões físicas.
Há duas sem três?
Vencedor da Liga Europa nos últimos três anos, o Sevilha nunca conseguiu na era Emery replicar a fórmula de sucesso na Supertaça Europeia, pois também o Barcelona lhe provocou um amargo de boca no ano passado (5-4 num jogo fantástico só resolvido no prolongamento). Pode ser que à terceira seja de vez e a equipa, agora com Sampaoli no comando, repita o êxito de 2006. Já o Real Madrid ambiciona ganhar a competição pela terceira vez, feito que lhe permitiria igualar o palmarés de Liverpool e Ajax, ficando só atrás de Milan e Barcelona (5 títulos).
Ausência de Ronaldo deixa o rival a sorrir
Carrasco do Sevilha em 2014, Ronaldo será o grande ausente em Trondheim. O internacional português já passou pela casa Real no seu Bugatti Veyron, mas só se juntará ao grupo no dia 10, provocando mais uma dor de cabeça a Zidane e um sorriso rasgado no rosto do presidente do Sevilha. "Evidentemente, se não jogar Cristiano Ronaldo é melhor para nós. Mas sei que quem estiver em campo também será um excelente jogador", afirmou José Castro, confiante no sucesso da equipa na Noruega e nos confrontos com o Barcelona, na Supertaça de Espanha. Quem também agradece a ausência de CR7 (e de Pepe) é Jorge Sampaoli, sucessor de Emery no banco do Sevilha. E por ele até podiam ser mais. "Obviamente que quanto mais baixas o Real tiver, melhor será para nós."
Ronaldo tem vindo a trabalhar nas férias para recuperar da lesão sofrida no joelho esquerdo , mas irá falhar uma final da Supertaça Europeia pela segunda vez, depois de, em 2008, ter assistido na bancada ao desaire do Manchester United frente ao Zenit (1-2).
Por Aurélio de Macedo